
A Explora Journeys avançou nesta segunda-feira (26) em duas etapas da construção de sua frota no estaleiro Sestri Ponente, da Fincantieri, em Gênova. A cerimônia reuniu representantes de instituições nacionais e locais, autoridades marítimas e executivos do setor para marcar o lançamento técnico do Explora V, que deixou pela primeira vez o dique seco, e a cerimônia da moeda do Explora VI, tradição naval realizada durante a construção da embarcação.
O Explora V passa agora para uma nova etapa de construção, com a instalação dos elementos internos em outro dique. A embarcação tem entrada em operação prevista para o fim de 2027 e estreia programada para dezembro de 2027. Já o Explora VI, que recebeu a cerimônia da moeda nesta segunda, deve começar a operar em agosto de 2028.
Explora Journeys avança na construção da frota

A cerimônia do Explora V contou com Consuelo Brunelli, profissional do departamento de planejamento da Fincantieri, como madrinha do corte da fita que marcou o lançamento técnico. No caso do Explora VI, Anna Nash, presidente da Explora Journeys, e Camilla Ronco, funcionária da oficina de pré-montagem do casco da Fincantieri em Sestri Ponente, atuaram como madrinhas. As duas colocaram moedas dentro do casco da embarcação, seguindo uma tradição marítima que simboliza votos de boa sorte durante a construção e a futura operação do navio.
Entre os participantes estavam Pierfrancesco Vago, presidente executivo da divisão de cruzeiros do Grupo MSC; Pierroberto Folgiero, CEO e diretor-geral da Fincantieri; Luigi Matarazzo, gerente-geral da divisão de navios mercantes da companhia; além de autoridades e representantes do setor marítimo italiano. Para Anna Nash, a cerimônia representa uma etapa na expansão da marca e na construção da primeira frota planejada pela companhia:
“O Explora VI marca uma etapa importante em nossa jornada e representa o quanto avançamos na criação de uma nova categoria de viagens oceânicas. Tendo ingressado na Explora Journeys em uma fase tão importante de seu desenvolvimento, tornar-me madrinha do sexto navio da nossa frota é uma honra extraordinária e um momento profundamente pessoal para mim. Tenho muito orgulho do que construímos juntos e estou entusiasmada com o que vem pela frente, enquanto continuamos a moldar o futuro das viagens oceânicas e a criar experiências ainda mais significativas para nossos hóspedes. O Explora VI pode marcar a conclusão dos nossos primeiros seis navios, mas está longe de ser o capítulo final.”
Com o avanço dos dois navios, a empresa se aproxima da conclusão de seu primeiro projeto de frota com seis unidades. O Explora IV tem entrada em serviço prevista para a primavera de 2027, seguido pelo Explora V no fim do mesmo ano. O Explora VI fecha a primeira fase da expansão, com operação prevista para o verão de 2028. Os três primeiros navios da marca já estão em operação, enquanto as demais unidades seguem em construção no estaleiro italiano. Segundo a Fincantieri, toda a frota de seis navios está sendo construída na Itália, com investimento superior a € 3,5 bilhões por parte do Grupo MSC.
Explora Journeys aposta em LNG e células de combustível

O Explora V e o Explora VI serão movidos a GNL (gás natural liquefeito) e projetados para utilizar combustíveis renováveis e de nova geração, entre eles bio-GNL, GNL sintético e biocombustíveis. As duas embarcações também terão conexão com a rede elétrica em terra, permitindo que os navios utilizem a infraestrutura disponível nos portos para o fornecimento de energia.
O Explora VI terá ainda tecnologia de células de combustível. Segundo a armadora, o sistema será entregue instalado no navio, enquanto o Explora V está sendo construído de forma a permitir uma possível instalação futura da tecnologia. A companhia informa que o projeto considera uma célula de combustível de grande porte capaz de transformar GNL em hidrogênio a bordo.
A conexão à energia em terra também faz parte do projeto das seis embarcações. Quando a infraestrutura estiver disponível no porto, os navios poderão desligar seus motores e utilizar a eletricidade fornecida pela rede local. A medida reduz as emissões geradas pela operação dos motores enquanto a embarcação permanece atracada.
O projeto da frota também representa uma frente industrial para a Fincantieri. Segundo informações divulgadas pela companhia, a construção das seis embarcações envolve mais de sete milhões de horas de trabalho por navio e, em média, 2.500 pessoas durante o período de construção de cada unidade. A cadeia italiana ligada ao programa reúne cerca de 7 mil fornecedores, principalmente pequenas e médias empresas.
*Com informações de Cruise and Ferry.
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