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Volume chegou a 17,7 milhões de litros por segundo, quase 12 vezes a média histórica; estrutura segue interditada por segurança (Reprodução/G1)

As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, atingiram a maior vazão de 2026 na madrugada desta segunda-feira (26), com 17,7 milhões de litros de água por segundo. O volume é quase 12 vezes superior à média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo, e fez a água passar por cima da passarela que permite aos visitantes se aproximarem das quedas.

O pico foi registrado à 1h. Pela manhã, a vazão começou a diminuir, chegando a aproximadamente 17 milhões de litros por segundo, ainda mais de 11 vezes acima da média. A marca supera os 15,8 milhões de litros por segundo registrados em 14 de outubro, que até então representavam o maior volume do ano. Apesar da intensidade da cheia, o volume permanece abaixo do recorde histórico de 2014, quando as Cataratas chegaram a registrar 46 milhões de litros por segundo.

Passarela segue interditada por segurança

A passarela das Cataratas está fechada desde 11 de outubro, quando o aumento da vazão levou à adoção de medidas preventivas. Dois dias depois, as grades de proteção foram retiradas para reduzir a resistência da estrutura à força da água. A medida não era adotada desde 2023.

Segundo Franzini, responsável pelas explicações técnicas sobre a estrutura, o aumento do volume do rio também eleva o risco de troncos, árvores e outros materiais arrastados pela correnteza atingirem a passarela e seus pilares. O procedimento busca reduzir a possibilidade de danos à estrutura durante a cheia.

O protocolo de segurança prevê o fechamento da passarela quando a vazão chega a 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de aumento. Já a retirada das grades depende da avaliação do risco de a água ultrapassar a estrutura.

“A partir de 15 milhões de litros por segundo, ela começa a passar por cima da passarela a água”, explicou Franzini. Sem as grades, a estrutura oferece menos resistência à passagem da água e dos materiais carregados pela correnteza. A vazão corresponde à quantidade de água que passa por determinado ponto de um rio em um intervalo de tempo. Nas Cataratas do Iguaçu, a medição é feita em litros por segundo.

Leia também: Cataratas do Iguaçu atingem vazão de 15,8 milhões de litros por segundo e fecham passarela

Parque Nacional do Iguaçu mantém visitação

Mesmo com a cheia, o Parque Nacional do Iguaçu continua recebendo turistas. A Trilha das Cataratas permanece aberta, mas alguns atrativos estão temporariamente interditados por questões de segurança.

Entre os locais fechados estão a passarela das Cataratas, o mirante inferior do Espaço Naipi, o Circuito São João, o Espaço Usina, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula. O Caminho das Bananeiras também está fechado, mas devido à realização de obras. O Circuito São João e o Espaço Usina foram interditados em 12 de outubro. No segundo local, móveis e equipamentos foram retirados preventivamente para evitar danos provocados pela cheia.

Equipes da Urbia+Cataratas, concessionária responsável pelos serviços de visitação, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da unidade de conservação, monitoram o volume do rio e as condições de segurança. Até o momento, não há previsão confirmada para a reabertura da passarela e dos demais atrativos temporariamente interditados.

Com informações de G1