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Agendas vão discutir discutir turismo, cultura, negócios, bem-estar e conservação ambiental (Divulgação/Instituto Aupaba)

Niterói e Rio de Janeiro receberão, em novembro, dois encontros dedicados à construção de soluções para territórios e comunidades. Promovido pelo Instituto Aupaba, o Regeneration Summit 2026 será realizado em 27 de novembro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. Já o Hub da Economia Circular acontece no dia 25, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio. Ambos os eventos serão gratuitos.

As agendas reunirão pesquisadores, empreendedores, representantes de instituições e especialistas para discutir como turismo, cultura, negócios, bem-estar e conservação ambiental podem contribuir para o desenvolvimento local, a geração de renda e a recuperação dos ecossistemas.

“Vivemos um momento em que já não basta reduzir impactos negativos. Precisamos criar condições para que pessoas, comunidades, ecossistemas e economias recuperem sua capacidade de prosperar conjuntamente”, afirma Luciana De Lamare, presidente do Instituto Aupaba. Segundo ela, o Summit pretende aproximar profissionais e organizações que já desenvolvem iniciativas regenerativas.

Summit aborda pessoas, territórios e negócios

A programação do encontro em Niterói terá cinco painéis, além de apresentações de experiências práticas. Entre os temas estão regeneração e bem-estar humano, transformação de espaços, conhecimentos ancestrais, diversidade e novos modelos de negócios.

O primeiro painel terá a participação on-line de Bill Reed, sócio da organização Regenesis, e de Fábio Scarano, curador do Museu do Amanhã e titular da Cátedra Unesco de Alfabetização em Futuros. A discussão abordará o papel humano na evolução dos sistemas vivos.

A agenda também prevê debates sobre saúde e bem-estar, arquitetura, bioconstrução, permacultura, agrofloresta e planejamento territorial. Outro eixo será a relação entre ancestralidade, identidade e direitos humanos, com representantes de organizações sociais e especialistas.

O painel de encerramento discutirá modelos de negócios capazes de gerar valor econômico e, ao mesmo tempo, fortalecer comunidades e territórios. A programação inclui ainda experiências relacionadas à conservação ambiental, ao financiamento filantrópico e a iniciativas de impacto social.

Economia circular e gestão de resíduos

No Rio de Janeiro, o Hub da Economia Circular terá foco na gestão de resíduos e em soluções que possam ser aplicadas em diferentes territórios. A programação começa com um workshop sobre turismo regenerativo, conduzido por Luciana De Lamare.

À tarde, o painel “Economia Circular e Regeneração Territorial” apresentará experiências de gestão de resíduos em bares e restaurantes, reciclagem de plásticos flexíveis, valorização de catadores e uso de dados para fortalecer cooperativas e criar oportunidades para empresas.

Entre os participantes estão representantes do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), da organização Delterra, da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará e da Cooper Ecológica. A curadoria é do Instituto Elas na Economia Circular (ElasEC).

“O Hub nasceu de uma provocação da presidente do Instituto Elas na Economia Circular, Renata Vilarinho, sobre como a economia circular pode contribuir para a regeneração dos territórios. Essa discussão ajudou a reunir experiências que mostram, na prática, como isso acontece”, explica Luciana.

O objetivo dos encontros é compartilhar iniciativas, estimular parcerias e construir caminhos para que práticas regenerativas sejam incorporadas ao turismo, aos negócios e ao desenvolvimento das comunidades.