
O cacau brasileiro de origem ganha espaço no mercado internacional durante o Salon du Chocolat de Paris, que recebe, de 28 de outubro a 1º de novembro de 2026, o Espaço Cacau do Brasil. A iniciativa integra o Brasil Origem Week, realizado pelo Grupo M21, e reúne produtores, cooperativas, associações e fabricantes de chocolate artesanal do Pará, Bahia e Espírito Santo.
A comitiva oficial conta com mais de 40 integrantes, e o espaço brasileiro, instalado no Pavillon 5 da Paris Expo – Porte de Versailles, reúne 12 representações da cadeia produtiva. A missão tem apoio dos governos do Pará e da Bahia, das prefeituras de Ilhéus e Maricá e da Embaixada do Brasil em Paris.
O objetivo é ampliar a presença do cacau e dos chocolates brasileiros no mercado europeu, aproximando pro dutores de compradores internacionais e destacando atributos como rastreabilidade, produção agroflorestal e agricultura familiar.
“Estamos no Salon du Chocolat de Paris desde 2009, levando o cacau brasileiro à maior vitrine do chocolate no mundo. Foram anos de trabalho contínuo para mostrar que o Brasil não é apenas um grande produtor, mas uma origem de excelência, com cacau fino, produção agroflorestal e agricultura familiar”, afirma Marco Lessa, empresário e líder da missão.
Segundo Lessa, a participação brasileira também busca ampliar oportunidades comerciais para produtores e chocolatiers. “Hoje, Bahia e Pará são protagonistas desta história: produtores e chocolatiers que antes vendiam amêndoas como commodity estão aqui, frente a frente com compradores europeus, apresentando chocolates de origem reconhecidos internacionalmente.”

Salon du Chocolat Bahia será anunciado em Paris
Um dos destaques da programação será o anúncio internacional do Salon du Chocolat Bahia, previsto para 30 de outubro, com a presença de autoridades e manifestações culturais brasileiras, incluindo baianas, afoxés e tambores. A edição baiana está programada para ocorrer em Salvador, de 10 a 13 de dezembro de 2026.
A missão Brasil-França está estruturada em cinco frentes: promoção internacional do cacau e chocolate brasileiros, prospecção comercial, capacitação técnica, valorização dos territórios de origem e promoção institucional e turística.
Além das amêndoas de cacau fino, a agenda comercial inclui derivados como nibs, líquor e manteiga de cacau, além de chocolates premium e artesanais. A estratégia é fortalecer a identificação de origem dos produtos e ampliar o valor agregado da produção brasileira no exterior.







