Camille Appeldoorn é o Chief Operating Officer (COO) da Corazul Cruceros, no Rio de Janeiro durante a chegada do Buenavista
Camille Appeldoorn é o Chief Operating Officer (COO) da Corazul Cruceros, no Rio de Janeiro durante a chegada do Buenavista (Ana Azevedo/M&E)

RIO DE JANEIRO – A Corazul Cruceros chegou ao Rio de Janeiro neste sábado (31), com o navio Buenavista, na primeira escala de sua viagem inaugural. A embarcação partiu de Santos (SP) na sexta-feira (30), marcando o início das operações da companhia espanhola e sua estreia no mercado brasileiro. Em entrevista ao Mercado & Eventos, Camille Appeldoorn, diretor de Operações da empresa, afirmou que a companhia cumpriu o compromisso de trazer o navio ao país e convocou os agentes de viagens a participar da comercialização dos cruzeiros.

“Como Corazul, mantivemos nossa promessa e estamos aqui com o navio. Sei que houve dúvidas, mas estamos aqui, e agora contamos com vocês, agentes de viagens, para nos vender. Temos os materiais e podemos oferecer suporte para tornar essa operação um sucesso. Se trabalharem conosco, faremos disso um sucesso”, declarou Appeldoorn.

O executivo destacou que o trabalho com o trade será importante para consolidar a presença da nova companhia no Brasil. Segundo ele, a Corazul pretende fornecer materiais de divulgação e suporte aos profissionais para ampliar o conhecimento sobre o produto e estimular as reservas.

A primeira viagem reúne quase 1.500 passageiros. Appeldoorn reconheceu que a operação ainda passa por ajustes, mas afirmou que tem recebido manifestações positivas dos hóspedes. “Nem tudo está 100% tranquilo, mas estamos chegando lá”, disse.

O diretor também ressaltou que a proposta da companhia envolve diferentes elementos da experiência a bordo, incluindo entretenimento, gastronomia e bebidas. “O que estamos trazendo para este mercado não é apenas um barco: é uma sensação e um estilo”, afirmou.

Roteiros da Corazul de três e quatro noites

Depois da escala no Rio de Janeiro, o Buenavista seguirá para Búzios (RJ) e retornará a Santos, onde a primeira viagem inaugural será concluída. Na sequência, o navio receberá novos passageiros para um segundo roteiro, com passagem por Balneário Camboriú (SC).

A programação brasileira contempla cruzeiros de três e quatro noites, com saídas durante a semana e aos fins de semana. A estratégia, segundo Appeldoorn, é oferecer diferentes possibilidades de viagem ao público brasileiro. “Não somos um navio internacional. Somos uma extensão da sua casa. Venham a bordo e venham nos visitar”, afirmou o executivo.

Alta nas vendas e possibilidade de extensão da temporada

Camille Appledoorn, da Corazul e Ricardo Amaral, da R11 Travel
Camille Appledoorn, da Corazul e Ricardo Amaral, da R11 Travel (Ana Azevedo/M&E)

A chegada do Buenavista ao Brasil também mudou o ritmo da comercialização dos cruzeiros. Segundo Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel, as vendas passaram a dobrar nas últimas semanas, impulsionadas pela proximidade da estreia e pela maior confiança dos agentes de viagens na operação. Apesar da aceleração, o executivo reconheceu que os resultados ainda estão abaixo da meta inicial.

“Quando abrimos as vendas, houve uma procura muito grande de grupos e agências interessados em garantir espaço. Com o cancelamento da operação na Europa, porém, muitos profissionais preferiram aguardar a chegada do navio antes de avançar com as reservas. Esse cenário começou a mudar a partir da Abav Expo, quando a embarcação se aproximou do Brasil e lançamos promoções mais agressivas. Desde então, as vendas passaram a dobrar a cada semana”, afirmou Amaral.

Para estimular a comercialização, a R11 oferece comissão adicional de 10% aos agentes de viagens, conforme as condições da campanha, e prepara uma tarifa especial para que mais profissionais possam conhecer o navio. A empresa tem mais de 7 mil agências conectadas ao seu sistema de vendas.

O avanço das reservas também pode influenciar a permanência do Buenavista no Brasil. Embora a programação esteja definida até o fim de março de 2027, a companhia avalia estender a temporada. De acordo com Amaral, as próximas três ou quatro semanas serão importantes para sinalizar os próximos passos.

“A programação está definida de agora até o final de março, mas existe a necessidade de decidir sobre uma possível continuidade o quanto antes. É uma questão de mão dupla: para estender a operação, é preciso ter demanda, mas o mercado também precisa de previsibilidade para vender, organizar grupos e oferecer condições de parcelamento aos passageiros”, explicou o CEO da R11 Travel.

*O M&E viaja com proteção da GTA.