
Duzentos e vinte servidores da Anac, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Polícia Federal participaram da operação de controle de qualidade e segurança, feita em sete aérodromos do Rio de Janeiro (Aeroporto Santos Dumont; Aeroporto de Jacarepaguá; Heliponto da Lagoa; Heliponto do Recreio; Clube CEU; Clube da Aeronáutica e Aeroporto de Maricá), entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2013. No total, 1.243 movimentos de aeronaves foram fiscalizados e 3,5% de irregularidades foram registradas. Entre as falhas mais verificadas, estão documentação indevidamente vistoriada, equipamentos sem manutenção adequada e o não cumprimento nas rotas definidas. O valor das multas varia entre os R$ 3.000 e R$ 7.500.
Para o ministro da secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencout, esta parceria entre os principais responsáveis do setor aéreo, com objetivo de melhorar e desenvolver a segurança no setor da aviação, será apenas a primeira de muitas. “Esta foi uma inciativa que iremos repetir a partir de agora(…)A fiscalização coordenada entre os órgãos do setor busca não só o aumento da segurança operacional, que é nossa prioridade, mas também a adoção de melhores práticas na aviação geral. Nós estaremos presentes nos aeródromos para observar essa mudança de cultura”, disse o ministro, que ressalvou também a importância dos novos sistemas de segurança para receber os megaeventos esportivos que se aproximam.”Vamos ter um fluxo de voos gigante durante a Copa de 2014 e nas Olímpiadas de 2016, por isso é imprescindível que a segurança do setor aéreo esteja bem planejada e seja bem aplicada”, reforçou.
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, afirmou que as inteções do projeto de fiscalização vai além da mera punição das infrações do setor. “O obejtivo desta intervenção não é sancionar as irregularidade e os infratores, nós pretendemos sim garantir a segurança de todos os intervenientes, quer funcionários, quer passageiros, e assegurar serviços de qualidade”, destacou o dirigente.
Quando questionado pelo Mercado& Eventos sobre os apoios destinados à aviação regional,o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wagner Bittencourt, afirmou que já estão sendo tomadas medidas nesse sentido. “Após as negociações e concessões realizadas no ano anterior, 270 aeroportos localizados em várias regiões menos acessíveis do país foram indicados para serem alvo de melhorias. Durantes os próximos anos, o fundo geral da Aviação Civil vai investir R$7,3 bilhões em aeroportos de zonas mais remotas para promover a sua acessibilidade, segurança e qualidade de fornecimento de serviços através da atribuição de incentivos e subsídio. Nós acreditamos que todas as pessoas têm direito a ter acesso a bons serviços aeroportuários.”, garantiu.
Catarina Lopes







