
SÃO PAULO – A BestBuy iniciou 2026 com desempenho acima da média do setor e apresentou, durante a WTM Latin America 2026, os pilares que sustentam sua estratégia de crescimento. No primeiro trimestre, a empresa registrou alta superior a 30% no volume de vendas, com destaque para a BestBuy Corp, que avançou 55% no período, além da expansão acelerada de frentes como BestBuy Cruise e o departamento de Grupos.
Para Victor van Oorschot, CEO da empresa, o crescimento vai além do número em si e está diretamente ligado à consistência da estratégia adotada ao longo dos anos. “Crescimento, para mim, é resultado. Mas ele só faz sentido quando está alinhado às metas e à constância. No nosso caso, é fruto de um projeto de longo prazo, estruturado e preparado com antecedência”, afirmou.
Segundo o executivo, um dos principais fatores que explicam o desempenho está no reposicionamento estratégico da empresa, especialmente no período pós-pandemia. “Não adiantava mais apenas oferecer produtos. Precisamos entender o modelo de negócio do cliente e o que ele realmente necessitava naquele momento”, destacou.
Mais que produto, apoio ao negócio
Durante a entrevista, Oorschot também reforçou a importância do uso de tecnologias como aliadas, especialmente a inteligência artificial. Com acesso a soluções desenvolvidas pela Yanolja Go Global Company, a empresa vem adaptando essas ferramentas à realidade da América Latina. “Precisamos tropicalizar. A inteligência artificial é poderosa, mas depende de como você usa. Ela não substitui, ela potencializa”, disse o executivo.
Além da operação, o comportamento do viajante também entrou no radar. Segundo ele, há uma mudança clara na forma como as pessoas estão consumindo viagens. “Não é mais vender o mais do mesmo, mas o mesmo de forma diferente. O cliente quer viver o destino, não só visitar”, resumiu.
A tendência aponta para experiências mais profundas, com maior permanência nos destinos e interesse crescente pela cultura local, movimento que também se conecta ao turismo de bem-estar.
Momento de ouvir os parceiros
Durante a WTM Latin America 2026, Victor van Oorschot afirmou que o principal foco da empresa no evento é ouvir os parceiros e identificar pontos de melhoria na operação. Segundo ele, a feira acaba tendo um papel mais voltado ao relacionamento do que à geração de novos negócios.
“Hoje, com o volume que temos, nem sempre conseguimos estar próximos de todos. A feira acaba sendo esse momento de reencontro, de ouvir mais e entender onde podemos melhorar”, afirmou. Segundo ele, o evento funciona como um espaço de escuta e ajuste fino da operação. “É quando a gente entende, de fato, o que poderia ter sido melhor para cada cliente”, completou.







