
SÃO PAULO – A Jamaica decidiu colocar o Brasil no centro de sua estratégia internacional, já trabalha para destravar novos voos e ampliar sua presença no país. Durante a WTM Latin America, o diretor do Conselho de Turismo da Jamaica, Donavan White, afirmou que o destino vive um momento decisivo na relação com o mercado brasileiro.
“Estamos extremamente satisfeitos com a recepção da comunidade de viagens do Brasil”, disse. Segundo ele, a feira tem papel central nesse avanço. “Estar aqui significa tudo para nós, porque conseguimos encontrar parceiros-chave e entender melhor as oportunidades disponíveis.”
Na prática, o movimento mais relevante envolve negociações com a Copa Airlines para ampliar a conectividade entre Brasil e Jamaica, com conexões via Panamá. A iniciativa é tratada como estratégica para destravar o fluxo de turistas e facilitar o acesso ao destino caribenho.
Jamaica aposta em conversas com operadoras que indicam avanço estratégico no mercado brasileiro
A Jamaica também avança no relacionamento institucional com o trade brasileiro. Um dos passos recentes foi a aproximação com a associação de operadoras de turismo no país, o que deve ampliar a distribuição do destino em pacotes e canais de venda.
“Estamos conectando todos os pontos”, afirmou White. A ideia, segundo ele, é transformar interesse em negócios concretos ao longo de 2026, com ações práticas voltadas ao mercado.
Entre elas, estão viagens de familiarização, conhecidas como famtours, além de press trips com jornalistas e influenciadores. O objetivo é aproximar operadores brasileiros de fornecedores locais, como receptivos (DMCs) e hotéis, criando uma cadeia comercial mais ativa e contínua.
O potencial do Brasil é visto como um dos maiores trunfos nessa estratégia. Com mais de 200 milhões de habitantes e um mercado emissor em crescimento, o país é tratado como prioridade. Ainda assim, o executivo reconhece que o comportamento do viajante varia entre regiões, o que exige uma atuação mais segmentada.
Com equipe dedicada e presença crescente, a Jamaica aposta que 2026 será um ano de virada. Se as negociações avançarem, o destino pode ganhar não só mais brasileiros, mas também uma posição mais sólida no mapa turístico da América Latina, em um movimento que, segundo o próprio diretor, “muda o jogo” para os próximos anos.







