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Daniel Cabrera, Salomão Nezokemazokai, Simão Nezokemazokai e Pedro Franco, do Instituto Samaúma – Povo Haliti-Paresi une natureza abundante, cultura e saber ancestral (Giulia Jardim/M&E)

SÃO PAULO – No interior do Mato Grosso, uma experiência convida viajantes a desacelerar e se reconectar com outras formas de viver. Em um cenário marcado pela expansão agropecuária, o povo indígena Haliti-Paresi mantém viva sua cultura, seus saberes e sua relação com o território e agora abre suas aldeias para uma vivência imersiva por meio de um novo roteiro construído em uma parceria entre a etnia, o Instituto Bancorbrás, Instituto Samaúma e a Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil.

A proposta da Expedição Haliti-Paresi é proporcionar uma experiência autêntica de Turismo de Base Comunitária, em que os viajantes são recebidos dentro das aldeias e participam do cotidiano da comunidade. Mais do que visitar, a ideia é viver junto: aprender, escutar e trocar.

Ao longo de cinco dias, o roteiro leva os participantes de Cuiabá até Tangará da Serra (MT), onde está localizada a Terra Indígena (TI) Haliti-Paresi. Durante a expedição, os viajantes passam por diferentes aldeias, participando de atividades conduzidas e protagonizadas pelos próprios indígenas, como oficinas de pintura corporal, tecelagem, língua Aruak, além de trilhas, jogos tradicionais e momentos de partilha ao redor da fogueira.

A experiência também inclui práticas que fazem parte do dia a dia da comunidade, como o uso de ervas medicinais, contação de histórias e atividades coletivas, reforçando a conexão com a natureza e com os saberes ancestrais.

Para quem já viveu a experiência, o impacto vai além da viagem

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Salomão Nezokemazokai e Simão Nezokemazokai, do Povo Haliti-Paresi (Beatriz Waehneldt/M&E)

“Estou encantado pela receptividade, abertura e carinho do povo Haliti-Paresi. Foram dias de muito aprendizado e reflexões que levarei para a vida. Além de as aldeias ficarem num lugar lindo, com um pôr do sol deslumbrante e céu estrelado, os anfitriões e anfitriãs fizeram de tudo para nos fazer sentir em casa”, relata Guilherme, viajante.

A imersão propõe uma quebra de expectativas em relação ao turismo convencional, convidando os participantes a se abrirem para uma experiência menos previsível e mais transformadora.

“Vale a pena a experiência! Fugir do turismo de massa proporciona uma experiência única e uma viagem inesquecível”, afirma Arthur.

A vivência também desperta reflexões mais amplas sobre cultura, identidade e pertencimento.
“Eles têm muito conhecimento. Estar aqui é aprender e reaprender a respeitar”, destaca Tamires Marcon.

“Quando a gente entende um pouco das culturas indígenas, a gente se entende um pouco mais também como brasileiro”, complementa Camila Maciel.

Com nível de esforço físico leve e trilhas de até 5 km, o roteiro é acessível a diferentes perfis de viajantes. A hospedagem combina uma noite em hotel em Cuiabá com três noites nas aldeias, onde os participantes dormem dentro de grandes ocas tradicionais, em barracas novas e equipadas ou em redes, dependendo da preferência de cada viajante.

As refeições são preparadas por lideranças indígenas femininas da comunidade, com alimentos típicos da região, aproveitando esses momentos para uma integração e convivência genuínas.

Mais do que um roteiro, a expedição reforça o papel do turismo como ferramenta de proteção ambiental, valorização cultural e geração de renda, contribuindo diretamente para a autonomia das comunidades indígenas envolvidas.

Turismo de Base Comunitária em territórios indígenas

A atuação em territórios indígenas exige respeito, escuta e construção conjunta, princípios que orientam o modelo de Turismo de Base Comunitária conduzido pelas melhores práticas do segmento adotadas pelas maiores referências do setor. Nesse formato, as comunidades participam ativamente de todas as etapas da experiência, do planejamento à execução.

A iniciativa cria alternativas para o aumento da qualidade de vida por meio da geração de renda, sem comprometer a autenticidade cultural, ao mesmo tempo em que oferece aos viajantes uma oportunidade rara de vivenciar o Brasil profundo, para além dos destinos mais conhecidos.

A Expedição Haliti-Paresi tem duração de cinco dias, com início em Cuiabá (MT). O pacote inclui transporte terrestre até as aldeias, hospedagem, refeições durante a expedição, todas as vivências culturais, guias, facilitadores e seguro viagem.

Com quatro saídas de grupos ao longo do ano, nos feriados de Tiradentes, Corpus Christi, Independência e Réveillon, a expedição também permite saídas privativas ao longo de todo o ano mediante disponibilidade. Por meio do sistema próprio da Vivalá, parceira da operação, o trade turístico poderá visualizar e reservar as vagas em tempo real, além de disponibilizar o estoque na Infotera/Localtrip. Os valores partem de R$ 3.781 à vista (Pix ou transferência) ou parcelamento em até oito vezes sem juros.

Mais informações sobre o roteiro e reservas estão disponíveis no site da Vivalá.