
SÃO PAULO – A Meliá Hotels International realizou nesta quarta-feira (23) a segunda edição de seu roadshow MICE no Brasil em 2026, no hotel Meliá Jardim Europa, no Itaim Bibi, com mais de 40 profissionais do segmento corporativo para apresentar hotéis, destinos e experiências da rede.
A ação dá continuidade ao roadshow realizado em abril, durante a WTM Latin America, quando a Meliá promoveu uma série de encontros com clientes MICE e representantes de hotéis do sul da Espanha, México, Punta Cana, Argentina, Paris e Brasília.
Segundo Elizabeth Santos, diretora de MICE e Luxury da Meliá Hotels International no Brasil, a realização de uma segunda edição no ano está diretamente relacionada ao interesse dos hotéis em participar das ações no mercado brasileiro.
“O Brasil é um mercado muito grande, um mercado muito forte, principalmente em emissor. A gente lança a ação e os hotéis mostram interesse. Todos querem vir, por isso a segunda edição.”
Seis destinos participam da nova edição do roadshow da Meliá
Nesta edição, a programação reúne representantes de Punta Cana e México, que participam novamente da iniciativa, além de Argentina, sul da Espanha, Brasília e Paris. A presença espanhola, desta vez, está concentrada em destinos como Sevilha, Córdoba e Granada, enquanto a participação de Brasília marca a entrada de um hotel do destino no road show.
Paris também participa pela primeira vez desta edição. Segundo Elizabeth, a presença dos destinos e hotéis permite apresentar diferentes perfis de produtos aos profissionais brasileiros, incluindo opções voltadas ao segmento de luxo.
A Meliá trabalha atualmente com um portfólio internacional que reúne marcas como Gran Meliá, The Meliá Collection, ME by Meliá, Paradisus, Meliá Hotels & Resorts, ZEL, INNSiDE, SOL e Affiliated by Meliá. A rede posiciona as marcas em diferentes segmentos, do luxo a propostas de lazer, lifestyle e hotelaria corporativa.
MICE tem decisões de última hora
Para Elizabeth, uma das características do mercado brasileiro de MICE é a possibilidade de fechamento de grandes grupos em períodos relativamente curtos. Segundo ela, enquanto alguns mercados trabalham com antecedência maior, parte dos negócios da Meliá no segmento chega de última hora.
“O que os Estados Unidos é muito antecipado, o nosso é last minute. São negócios que entram e muitas vezes não estão na expectativa nem na perspectiva do forecast do hotel”, explicou.
A executiva citou como exemplo a possibilidade de um evento para cerca de mil pessoas ser fechado apenas três meses antes da realização. Esse comportamento, segundo ela, representa uma oportunidade de receita adicional, mas também reduz a previsibilidade para os hotéis.
Europa e Caribe seguem no radar
Durante os encontros com o trade, a Meliá também busca entender os produtos e destinos que estão despertando maior demanda entre os clientes corporativos brasileiros. Elizabeth destacou a procura por estruturas de eventos capazes de atender às necessidades atuais das empresas e também mencionou o interesse por modelos all inclusive.
“A gente percebe que para MICE tem muita demanda para a Europa e também para o Caribe”, disse.
Segundo a executiva, os clientes buscam principalmente hotéis com áreas de eventos adequadas aos grupos e soluções que facilitem a operação. Nesse contexto, o modelo all inclusive também aparece como uma alternativa procurada pelo mercado.

Roadshow continua no Rio de Janeiro
A programação em São Paulo inclui uma semana de reuniões presenciais com clientes e o almoço realizado nesta quarta-feira (23). Na sequência, a equipe segue para o Rio de Janeiro, onde dará continuidade aos encontros e encerrará a edição com um evento para clientes.
Além do contato direto proporcionado pelo road show, a estratégia da Meliá inclui ações permanentes de relacionamento com o mercado brasileiro, considerado estratégico para a comercialização de seus hotéis e destinos.
A expectativa, segundo Elizabeth, é que os contatos realizados ao longo deste ano se convertam em negócios para 2027.
“O mercado ainda está um pouco mais demorado na tomada de decisões. Não sei se é por conta das eleições, todo o cenário econômico que a gente está vivendo, mas está um pouco mais demorada a tomada de decisões”, afirmou.







