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Agências e Operadoras / Feiras e Eventos

Associadas Braztoa faturam mais de R$ 13 bilhões em 2018

Magda Nassar, presidente da Braztoa

Magda Nassar, presidente da Braztoa

SÃO PAULO – Um crescimento acima do PIB. Este foi o desempenho das associadas Braztoa em 2018, quando registraram um faturamento superior a R$ 13 bilhões, um incremento de 7,4%. Os dados são do anuário da entidade que será apresentado em instantes ao mercado durante o 51º Encontro Comercial da associação.

O ano passado mostrou uma continuidade de resultados positivos já iniciado no processo de travessia da recessão, realizado durante 2017. Apesar de a economia ter desapontado, com uma expectativa de alta do PIB em 2,7%, e resultado real de 1,1%, o turismo conseguiu manter sua retomada.

Em 2018, as empresas associadas à Braztoa, que representam 90% das viagens de lazer comercializados pela cadeia produtiva do Brasil, foram responsáveis por um faturamento de R$ 13,1 bilhões, um crescimento de 7,4% em relação ao período anterior. Mesmo sendo considerado um ano ainda desafiador, percebe-se um crescimento real, ou seja, descontada a inflação, de 3,5%.

EMBARQUES

Destaque para o número de embarques de passageiros que teve um aumento de 17% em relação ao ano anterior e atingiu a marca de 6,5 milhões, bastante superior aos 5,5 milhões de 2017. Do total de passageiros, 5 milhões foram para destinos dentro do Brasil (77,1%). A porcentagem de turistas para destinos internacionais foi de 22,9%, ou seja, 1,5 milhão de brasileiros viajaram para fora do país em 2018, contra 1,2 milhão em 2017 (+23,3%)

DOMÉSTICO 

O turismo nacional apontou crescimento de 5,7% em faturamento (passou de R$ 7,18 bilhões em 2017 para R$ 7,60 bilhões em 2018). Já as viagens para o exterior mantiveram a tendência de crescimento e contabilizaram alta de 11,4% no faturamento, atingindo R$ 5,2 bilhões. No Brasil, o Nordeste segue liderando, recebendo 51,8% do total de passageiros embarcados, mas vale destacar o crescimento das regiões Sudeste e Sul.

INTERNACIONAL

Nos embarques internacionais, o crescimento foi de 23,3%, com destaque para América do Norte (+45,4%), seguida de América do Sul (+29,6%) e Europa (+16,8). A região da América Central e Caribe, por sua vez, obteve leve crescimento (+4,4%). Já o bloco Ásia, África e Oceania foi o único a apresentar queda (-8,5%), resultado obtido após expressivo crescimento observado em 2017 (+50,7%).

TICKET MÉDIO

Os valores médios dos pacotes praticados em 2018 para os mercados doméstico e emissivo internacional foram, respectivamente, R$ 1.521 (queda de 8,5% no ticket médio) e R$ 3.520 (queda de 9,6% no ticket médio).

COMPORTAMENTO

Com relação ao comportamento do viajante, o tempo médio de duração das viagens manteve certa estabilidade com relação ao período anterior. Os mais curtos (até 4 dias) foram escolhidos por 27% das pessoas. Os médios (5 a 9 dias) ganharam adesão de mais da metade das escolhas dos consumidores (51%), enquanto os roteiros mais longos (mais de 10 dias) tiveram 22% nas procuras.

Sobre o tipo de pacote vendido, os completos – aqueles que envolvem a parte terrestre e aérea – continuam na preferência das pessoas, com 48% das escolhas. Isso mostra que o consumidor, sempre cauteloso, opta por agregar o máximo de itens ao seu roteiro logo no ato da compra, parcelando a viagem de forma a caber no bolso. Vale ressaltar que a utilização de aquisição a prazo, com pagamento parcelado em mais de cinco vezes, atendeu a maior parte dos clientes (64%).

Quando falamos em turismo nacional, existe um dado muito importante que deve ser ressaltado: o impacto econômico dessas viagens para a economia interna. Os turistas embarcados dentro do Brasil consumiram produtos e serviços não inclusos nos pacotes, como alimentação, transporte, passeios extras, visitas a parques, bares, presentes e artesanato, dentre outros, ajudando na geração de trabalho e renda nos destinos.

Para 2018, chegou-se ao valor de R$ 3,6 bilhões para este indicador, representando alta de 6%. Ao somarmos o valor dos pacotes comercializados pelas operadoras, com o valor destes extras anteriormente citados, concluímos que os embarques domésticos da Braztoa geraram cer