
SÃO PAULO – A nova fase da Visual Turismo terá como prioridades a aproximação com as equipes, o ganho de eficiência operacional e o aproveitamento das oportunidades abertas pela ampliação do portfólio. A avaliação foi apresentada por Bruno Sá nesta quarta-feira (26), durante o Visual Day, em São Paulo, em um primeiro encontro direto do executivo com o time da empresa desde o início de sua nova etapa à frente da operação.
Sem antecipar mudanças estruturais, Sá afirmou que o primeiro movimento será entender a operação, ouvir os profissionais e identificar os pontos que hoje dificultam o trabalho das equipes, especialmente da área comercial. A ideia, segundo ele, é preservar o que já funciona e, a partir do diagnóstico, definir as prioridades para os próximos meses.
“Primeiramente, é manter tudo aquilo que já foi construído e foi construído com muito mérito e, obviamente, olhar para frente, ver o que a gente precisa trabalhar nas nossas frentes, entender quais são as nossas prioridades e escutar”, afirmou.
A eficiência aparece como um dos principais focos. Para o executivo, a equipe comercial precisa estar concentrada em vender, enquanto a liderança deve trabalhar para eliminar processos ou problemas que desviem os profissionais dessa atividade.
Sá afirmou que pretende mapear esses pontos junto às equipes e atuar com as demais áreas da companhia para encontrar soluções. “Essa é a minha prioridade número um: ter entendimento realmente daquilo que é ofensor da vida de vocês para a gente conseguir trabalhar em conjunto com todas as áreas e construir a melhor solução.”
Mais oportunidades, menos problemas
Apesar de reconhecer que há pontos a serem trabalhados, Bruno Sá avalia que a Visual está diante de um cenário com mais oportunidades do que problemas. Para o diretor, a prioridade é manter uma mentalidade voltada ao crescimento e transformar as diferentes frentes da operação em novas possibilidades de negócio. “Eu acho que, no final das contas, o que a gente sente é que a gente tem muito mais oportunidade do que problemas. Então é essa mentalidade que a gente precisa manter”, afirmou.
Entre as frentes citadas estão o desenvolvimento de novos produtos, novas iniciativas comerciais e ganhos de eficiência. Com a ampliação do portfólio e do alcance da operação, Sá também aponta a necessidade de fortalecer a troca de conhecimento entre as equipes e aproveitar as experiências acumuladas em diferentes mercados.
Esse movimento, no entanto, traz um desafio adicional: atuar nacionalmente sem adotar uma estratégia única para realidades distintas. Na avaliação do executivo, as particularidades regionais precisam ser consideradas na definição de produtos, comunicação e ferramentas oferecidas às equipes.
“Às vezes, aquilo que faz sentido no mercado de Manaus não faz sentido em São Paulo e vice-versa. Então a gente precisa realmente ter o entendimento de que, para ser uma empresa nacional, é preciso se adequar a mercados, capacidades e questões que são inerentes a cada um desses mercados.”
A proposta é ampliar a autonomia das equipes para que possam adaptar a abordagem comercial às características de cada praça e aos diferentes perfis de clientes e agências.
Integração amplia possibilidades
A integração da equipe da CVC Multimarcas à estrutura da Visual, anunciada nesta quarta-feira (26), foi outro ponto abordado por Sá durante o encontro. Para o diretor, a movimentação amplia o alcance da operação e permite que profissionais de diferentes carteiras compartilhem conhecimento e tenham acesso a um portfólio mais amplo.
“É muito importante que vocês se sintam parte de algo que hoje é muito maior. A empresa tomou uma decisão muito assertiva do ponto de vista de comunicação, de posicionamento, de aumento de portfólio e, sobretudo, olhando para médio e longo prazo de entrega e qualidade para a gente”, afirmou.
Segundo Sá, a combinação das equipes cria uma oportunidade de ampliar a atuação da Visual em mercados e produtos que antes não faziam parte da rotina de todos os profissionais.
“A gente está diante de uma grande oportunidade, de uma carteira que não fazia parte da Visual tradicional e também do pessoal que veio da Multimarcas ter contato com outras carteiras e outras pessoas. Isso dá uma amplitude que a empresa não tinha, dá um alcance que a gente não tinha ao longo do tempo.”
O desafio, agora, será transformar esse aumento de portfólio em conhecimento e capacidade comercial. Sá defendeu que os profissionais aproveitem a experiência dos colegas para ampliar sua atuação em segmentos que ainda não dominam.
“Muitas vezes nós não entendemos muito sobre alguma área específica. As pessoas que são referência nessas áreas estão aqui à disposição de vocês para fazer vocês profissionais mais capacitados”, afirmou.
Liderança próxima da operação
Outro ponto reforçado pelo diretor foi a intenção de manter uma relação direta com as equipes. Sá afirmou que pretende estar próximo do dia a dia da operação e manter canais abertos para sugestões, problemas e críticas.
“Eu trabalho para vocês, não é o contrário”, afirmou. Segundo ele, a proximidade é necessária para que a liderança consiga transitar entre as diferentes áreas da companhia e acelerar a resolução de questões que impactam o trabalho.
A proposta também se estende ao próprio Visual Day. Sá incentivou a integração entre os profissionais da Visual e da Multimarcas durante os próximos dias de programação, destacando que parte importante do encontro está justamente na troca de experiências entre equipes que atuam em mercados diferentes.
Para o executivo, o desafio dessa nova etapa é combinar a experiência acumulada pela Visual com o novo alcance da operação e transformar a ampliação da estrutura em mais capacidade de atendimento e resultado.







