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Geração de caixa operacional teve melhora de R$ 180 milhões entre o primeiro e segundo trimestre (Eric Ribeiro/M&E)

A CVC Corp não prevê necessidade de captação nos próximos meses, segundo Felipe Gomes, vice-presidente da companhia. A avaliação foi apresentada durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre, período em que a empresa registrou R$ 60,2 milhões de geração de caixa operacional e reduziu a dívida líquida para R$ 215 milhões.

O esclarecimento sobre a Apex ocorreu durante uma apresentação em que a CVC também mostrou uma melhora na geração de caixa e na estrutura de endividamento.

A companhia registrou R$ 60,2 milhões de geração de caixa operacional no segundo trimestre. No primeiro trimestre de 2026, havia registrado consumo de R$ 121 milhões. A diferença entre os dois períodos foi de aproximadamente R$ 180 milhões.

A dívida líquida encerrou o segundo trimestre em R$ 215 milhões, uma redução de R$ 26,8 milhões em relação ao primeiro trimestre e de R$ 181,3 milhões na comparação com o mesmo período de 2025.

A alavancagem da dívida líquida sobre o EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 0,5 vez, estável em relação ao trimestre anterior e abaixo das 0,9 vez registradas um ano antes.

Questionado sobre a necessidade de uma eventual captação, Felipe Gomes afirmou que a companhia não trabalha, neste momento, para isto. “Não, a gente não enxerga essa necessidade nos próximos meses”, afirmou.

Segundo o executivo, a CVC trabalha com cenários base e de estresse para os próximos meses, incluindo o fim de 2026 e o início de 2027. A avaliação apresentada foi de uma situação confortável de caixa nos cenários considerados pela administração.

Entre os fatores citados estão o caixa atual, os recebíveis que ainda podem ser antecipados, a sazonalidade do segundo semestre e as medidas de disciplina de custos e capital de giro.

Reestruturação reduz despesas

A posição financeira ocorre paralelamente ao processo de reestruturação da CVC Corp. No Brasil, as despesas gerais e administrativas caíram 10,1% no segundo trimestre. A companhia atribui o movimento à revisão de contratos, iniciativas de eficiência e intensificação da gestão de despesas.

A administração estima potencial de redução de custos superior a R$ 80 milhões ainda em 2026. A expectativa é de captura integral das medidas implementadas em maio a partir do terceiro trimestre.

Para Fábio Mader, CEO da CVC Corp, “os números desse trimestre não retratam o trabalho que estamos construindo”, afirmou nas considerações finais.

Segundo Mader, a empresa está concentrada em deixar a estrutura mais leve e rápida, além de acelerar o uso de inteligência artificial. “Estamos focados na reestruturação da companhia, deixando a empresa mais leve, deixando a empresa mais rápida e atuando fortemente com inteligência artificial”, disse.

Julho teve melhor mês de vendas em dois anos

Durante a sessão de perguntas, Mader também falou sobre o início do segundo semestre. O CEO afirmou que julho foi o melhor mês de vendas da CVC nos últimos dois anos, considerando a comparação sem as duas Black Fridays.

O executivo fez a ressalva de que julho e o início de agosto ainda não permitem tratar o desempenho como tendência. Segundo ele, porém, o resultado já é um fato observado pela companhia.

Mader também citou uma acomodação dos preços das passagens aéreas em julho e uma compra mais próxima do período de embarque. O desempenho positivo, segundo o executivo, ocorreu tanto no B2C quanto no B2B.