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Agências e Operadoras

Dia do agente de viagens: “Profissional deve acompanhar transformações do mercado”

Geraldo Rocha, presidente da Abav Nacional

Geraldo Rocha, presidente da Abav Nacional

Nesta segunda-feira, 22 de abril, se comemora mais um Dia do Agente de Viagens. Profissão que já passou por uma série de transformações e, por diversas vezes, foi ameaçada de extinção. É, porém, a maneira mais eficaz de distribuir produtos e serviços relacionados ao Turismo e, ao mesmo tempo, se configuram em segurança e confiança para os consumidores. De acordo com estudo do Sebrae, o País conta atualmente com cerca de 32 mil agências de viagens.

O presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens, Geraldo Rocha, acredita que as viagens não passarão por grandes mudanças, assim como não passaram nas últimas décadas. O que se transforma sim, segundo ele, é a rapidez com que as informações chegam as pessoas e a forma como os produtos são comercializados. Por isso ele reitera que o agente de viagens que não acompanhar o mercado, tende a desaparecer.

“Sempre comento que a atualização é que de suma importância, mas para todas, não apenas para os agentes de viagens. Quem não se atualiza, estuda, se moderniza e vai atrás de novidades tecnológicas, sai do mercado”, disse. “A profissão do agente de viagens vai durar muito, mas o profissional não pode nunca parar de estudar”, complementou.

INTERNET

Ele lembrou da entrada do e-commerce no mercado de viagens. Para ele, em um primeiro momento, todos ficaram assustados, mas hoje isso faz parte do negócio das agências também, pois souberam fazer da tecnologia uma aliada. “A internet não é inimiga. Hoje, o passageiro fecha pela referência física, capacidade e conhecimento do agente de viagens, pois um profissional bem preparado passa confiança”, acredita. “A tecnologia tem nos facilitado muito para fazer cobranças, recebimentos, passar informações ao passageiro. Além disso, muitos que já compraram via internet retornaram às agências, pois se sentem mais seguros”, adicionou.

FORNECEDORES

O fato de ser um canal muitas vezes desvalorizado por alguns fornecedores também não desanima Rocha. Ele lembra que, mesmo as companhias aéreas – que vêm cortando comissões dos agentes – têm 80% de suas vendas feitas via agências de viagens. O mesmo acontece, segundo ele, com demais fornecedores, uma vez que as agências acabam sendo a principal opção do consumidor. “As empresas buscam outras formas de distribuição, mas as agências ainda são a mais eficiente e segura”, ressaltou.

FUTURO DA PROFISSÃO

Geraldo Rocha acredita que o modo de viajar e de comprar viagens seguirá em transformação, mas o maior impacto, como ele já havia reiterado, é na velocidade e no acesso às informações. Por este motivo, ele acredita que a profissão seguirá da mesma forma por muitos anos. “As viagens não mudaram muito. Os passeios, programas e destinos seguem iguais. Muitas agências acabaram se tornando home offices, mas a forma de trabalhar segue igual. Mesmo assim, reitero que o mercado é dinâmico e que quem não se atualizar, está fora”, finalizou.