
SÃO PAULO – Cupcakes, um jornal com a cara do M&E produzido pela Tour House, e um bate-papo empolgado. Foi assim que recebemos a visita da nova liderança da Tour House Viagens Corporativas na redação de São Paulo, nesta quinta-feira (19).
À frente desse novo momento estão Gian Terhoch, que assumiu oficialmente o cargo de CEO no início de 2026, e Vinicius Gonçalves, responsável por liderar as estratégias de vendas e posicionamento da marca, como CMO da empresa. Juntos, eles representam uma geração mais jovem de executivos que chega com a missão de acelerar o crescimento da companhia, que tinha como seu CEO previamente Carlos Prado, figura conhecida no turismo e que agora assume a cadeira do conselho da empresa, sem abrir mão do seu DNA.
Com cerca de 15 anos de casa, Terhoch construiu sua trajetória dentro da própria Tour House, passando por áreas operacionais, comerciais e de relacionamento até chegar ao topo. A escolha pelo seu nome, segundo ele, foi pautada tanto pela experiência quanto pelo alinhamento com os valores da empresa.
“Existe uma responsabilidade grande de preservar o que a Tour House construiu ao longo de 35 anos, mas também de trazer inovação e novas formas de pensar o negócio”, afirma. Gian foi treinado nos últimos 36 meses – segundo ele – pelo próprio Carlos Prado para assumir a posição.
Ao seu lado, Vinicius Gonçalves reforça a sinergia entre as áreas, destacando que o conhecimento prévio de Terhoch sobre o comercial fortalece a execução das estratégias. “Existe uma conexão muito natural entre as lideranças, e isso acelera as entregas”, revelou.
Crescimento acelerado e meta de R$ 1,2 bilhão
A nova gestão assume em um momento positivo. A empresa vem de dois anos consecutivos de crescimento de dois dígitos e já iniciou 2026 com resultados acima das expectativas no primeiro trimestre. O desafio agora é ainda maior: atingir R$ 1,2 bilhão em faturamento até o fim do ano, meta considerada agressiva, mas factível pela liderança.
“Não é só uma meta, é uma obrigação do grupo. Estamos trabalhando com disciplina total para chegar nesse número”, destaca Terhoch.
Esse crescimento vem acompanhado de expansão estrutural. A empresa reforçou o time comercial, especialmente em São Paulo, com foco na conquista de novos clientes e aumento de market share.
Tecnologia própria e novos produtos na Tour House
Outro pilar central dessa nova fase é o investimento em tecnologia. A Tour House aposta no desenvolvimento de soluções próprias, criadas por seus times internos, como forma de ganhar eficiência e competitividade no mercado de viagens corporativas.
Segundo os executivos, os últimos dois anos foram dedicados à construção dessas ferramentas e produtos, que começam agora a chegar ao mercado em 2026.
“Fizemos o dever de casa. Agora é hora de colocar tudo na rua e transformar isso em resultado”, afirmou Gonçalves.
Equilíbrio entre inovação e atendimento humano
Apesar do avanço tecnológico, a empresa reforça que não pretende abrir mão de um dos seus principais diferenciais: o atendimento humanizado.
Hoje, o contato com consultores é o item mais bem avaliado pelos clientes, segundo indicadores internos como o NPS. Por isso, a estratégia não é substituir pessoas por tecnologia, mas usar a inovação para potencializar o serviço.
“A gente toma cuidado para não digitalizar demais e perder a essência. O humano ainda é o que resolve”, explicou Vinicius.
Um ano de oportunidades e desafios
O cenário para 2026, no entanto, exige atenção. No campo macro, o cenário de viagens corporativas em 2026 é descrito pela liderança como dinâmico e desafiador, mas também repleto de oportunidades.
Conflitos geopolíticos, oscilações no preço do petróleo e o risco de desaceleração econômica global, especialmente nos Estados Unidos, impactam diretamente o comportamento das empresas, seja na redução de viagens, seja na revisão de budgets.
Ao mesmo tempo, o setor convive com realidades distintas: enquanto algumas companhias operam com orçamentos fechados e tendem a ajustar volumes diante de aumentos de custos, outras, mais flexíveis, podem represar viagens em momentos de incerteza e retomá-las com maior intensidade posteriormente.
No Brasil, o calendário também entra na equação, com eventos como eleições e grandes agendas corporativas influenciando a demanda. Nesse contexto, surgem oportunidades para players preparados: desde a captura de demanda reprimida até o fortalecimento de parcerias estratégicas com companhias aéreas e redes hoteleiras.
Para a Tour House Viagens Corporativas, o segredo está na capacidade de adaptação rápida e na leitura constante do mercado, ajustando estratégias praticamente em tempo real.
Ainda assim, a avaliação da liderança é positiva. “O primeiro trimestre foi muito forte, e estamos otimistas. Mas é um mercado que exige leitura diária. Vamos tomando as decisões dia após dia, não tem muito segredo. É estar atento nos desdobramentos e nas oportunidades”, avaliou Terhoch.
Mais próximos do mercado

Outro movimento claro da nova gestão é o de aproximação com o mercado e a imprensa. A visita ao M&E simboliza essa estratégia de relacionamento mais próxima e transparente.
“Queremos estar mais presentes, trocar informações, dividir insights. Esse contato é fundamental para o nosso crescimento”, concluiu o CEO.







