
Uma medida do que visa a segurança do espaço aéreo brasileiro na Copa do Mundo deve afetar pelo menos 16 mil passageiros de empresas aéreas brasileiras devem ter seus bilhetes cancelados ou seus voos remanejados. Serão implementadas zonas de exclusão em um raio de sete quilômetros durante o horário dos jogos de futebol nas 12 cidades-sede.
Também haverá restrições nas decolagens, que devem ter seus horários alterados. Nessas capitais, os aeroportos ficam próximos aos estádios, dentro da área de exclusão. Apenas aeronaves militares terão permissão, em situações excepcionais, de voarem nas áreas restritas.
Do dia 12 de junho, quando a seleção brasileira entra em campo para enfrentar a Croácia no Estádio Itaquera, o Itaquerão, em São Paulo, até a final do mundial de futebol no dia 13 de julho no Maracanã, no Rio, as companhias aéreas Gol, Tam, Avianca e Azul deverão cancelar ao menos 805 voos e reposicionar, alterando horários e local de partidas, outros 150 nessas oito cidades sedes. Representantes das empresas se reuniram com a cúpula da segurança da Copa na semana passada, quando as medidas foram comunicadas.
Em entrevista ao jornal O Globo, Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear), confirmou o cancelamento dos voos, informando que quem comprou ou reservou passagens nesse período começará a ser avisado esta semana pelas empresas aéreas. Uma grande operação será montada para expedir os avisos. Jenkins não soube precisar os prejuízos das companhias.
“Assim como os passageiros, vamos sofrer um grande impacto. As consequências são muito ruins para as companhias aéreas. Aumentam os custos, que vamos diluir ao longo do tempo. Agora quem sou eu para questionar a medida? É um assunto que os responsáveis pelos setores de inteligência das forças de segurança, juntamente com outros países, discutiram com a presidente Dilma Rousseff. Eu não tenho como avaliar se é exagero. Não tenho o grau de informações deles. Vamos cumprir e ponto”, afirmou ao periódico.
As aeronaves não autorizadas e que descumprirem a medida serão interceptadas por caças da Força Aérea Brasileira, advertidas e, em casos extremos, podem ser abatidas.
Fonte: O Globo







