Eduardo Sanovicz e Adalberto Febeliano
Eduardo Sanovicz e Adalberto Febeliano

Depois de uma semana agitada com notícias relacionadas ao aumento das tarifas aéreas para o período da Copa do Mundo 2014, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, afirmou que a regulamentação dos preços não faz sentido e nem traz resultado positivo para a economia do país. Essa declaração foi dada por ele durante a coletiva de imprensa mensal da entidade. “A malha da Copa ainda não foi definida, ou seja, os preços praticados hoje são normais de acordo com a oferta e demanda, tendo sido obtidos pelos quatro sistemas de precificação existente no país”, disse.

Em 2002 as companhias brasileiras obtiveram o regime de liberdade tarifária. Segundo Sanovicz, desde então o preços dos bilhetes tiveram uma redução de mais de 40% em seu valor. “Isso é muito positivo para os consumidores. Portanto, ameaçar a liberdade tarifária não ajudará em nada a resolver a situação”, completou. De acordo com ele, hoje as aéreas operam com custos 27% mais caros que qualquer outra companhia no mundo. “O que pedimos são melhores condições. Não pedimos socorro e nem que nos subsidiem, mas sim a oportunidade de operar em condições equalizadas”, declarou.

Segundo ele, a malha aérea brasileira no período da Copa será definida somente após o sorteio que definirá onde cada seleção irá jogar, que acontece em dezembro. “Antecipando-nos, já solicitamos a SAC a flexibilização da malha para até 24 horas de antecedência neste período”, comentou. De acordo com ele, a partir o sorteio toda a malha aérea mudará e só assim a nova oferta será correta. “Não posso afirmar se será mais barato ou caro, mas os preços de hoje não são representativos para a malha aérea da Copa”, afirmou.

Já em relação à autorização de aéreas estrangeiras operarem neste período, Sanovicz diz que isso será impossível. “Jamais um país atentará contra sua própria economia, sua renda nacional e seus empregos. Isso nunca aconteceu com as aéreas brasileiras em outros países e está fora de debate que isso aconteça também aqui no Brasil”, garantiu. Ele citou como exemplo a Varig e a Gol, que foram transportadoras oficiais de seleções nas Copas de 2006 e 2010 e nem por isso puderam deslocar essas seleções internamente nos países onde ocorreram os eventos. Ele ainda afirmou que as companhias nacionais estão preparadas para atender a demanda da Copa e se há algum entrave ainda não é por parte das aéreas.

Resultados – Segundo Adalberto Febeliano, consultor técnico da Abear, as companhias tem conseguido aumentar sua rentabilidade controlando a oferta. “Tivemos uma redução de 0,5% na oferta e a demanda caiu 1%, em relação a agosto”, disse. Para ele, de maneira geral o cenário de apresenta estável para o setor. “Os dados acumulados dos últimos 12 meses é que vão balizar o setor como estável ou não. Teremos esses resultados nos próximos meses. Mas a tendência se mostra estável”, finalizou.