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Reestruturação da Gol busca sinergias, redução de custos e prepara operação internacional futura (Divulgação/Gol)

Os acionistas da Gol (GOLL54) aprovaram, na última terça-feira (4), em assembleia geral extraordinária, a reestruturação societária da companhia aérea que resultará na sua saída da Bolsa de Valores brasileira. A operação foi proposta pela controladora Abra, que havia anunciado a intenção de fechamento de capital em outubro.

A reestruturação prevê a incorporação da própria Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. e da Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA), controlada integralmente pela Abra. Com a conclusão do processo, a GLA não será listada na bolsa nem registrada como companhia aberta, o que levará à saída da Gol do Nível 2 de governança corporativa da B3.

Conforme o estatuto social da companhia e as regras da CVM, a GIB deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações da Gol. O procedimento seguirá o regulamento do Nível 2 e a Resolução CVM 215, que trata das exigências para fechamento de capital.

Durante a assembleia, não houve quórum suficiente para definir a instituição responsável pela avaliação das ações da oferta pública (Avaliador OPA). Uma nova assembleia especial de preferencialistas foi convocada para 13 de novembro de 2025, em segunda convocação, e poderá ocorrer com qualquer número de acionistas presentes.

Os boletins de voto já encaminhados permanecerão válidos, a menos que os acionistas enviem novas instruções ou solicitem o descarte dos votos anteriores por e-mail. Após a escolha do Avaliador, a GIB contratará a instituição indicada e dará início à elaboração do laudo de avaliação da OPA.

Atualmente, a Gol é controlada pela holding Abra, que também detém o controle da companhia aérea colombiana Avianca. A Abra possui 99,97% das ações ordinárias e 99,22% das ações preferenciais da Gol.