
A Air Canada iniciou na quarta-feira (14) a suspensão gradual de suas operações aéreas por 72 horas, após o aviso de greve emitido pelo Sindicato Canadense de Empregados Públicos (CUPE), que representa cerca de 10 mil comissários de bordo. A decisão, segundo a empresa, busca dar previsibilidade aos clientes e evitar impactos de uma paralisação desordenada, mas deve afetar mais de 130 mil passageiros por dia, incluindo voos da Air Canada Rouge, em pleno pico da alta temporada no hemisfério norte.
A companhia afirmou que oferecerá reembolso integral, alternativas de viagem e política flexível de remarcação. No entanto, especialistas alertam que passageiros precisam conhecer seus direitos para evitar prejuízos.
“Como a greve é resultado de um conflito interno, a companhia é responsável pelos danos causados”, explica o advogado Rodrigo Alvim, especialista em Direito do Passageiro Aéreo. “Se o voo foi cancelado, deve haver suporte financeiro, remarcação ou reembolso integral.”
O profissional recomenda que todo contato com a empresa seja registrado, seja por gravação de ligações ou anotação de protocolos, além de reclamações em canais oficiais como o consumidor.gov.br. “Se for preciso comprar outra passagem ou cobrir outros gastos, é fundamental guardar todos os comprovantes para possível ação judicial”, completa.







