
A Air France-KLM prevê aumento de cerca de 940 milhões de euros nos custos com combustível no segundo trimestre de 2026, após a alta dos preços desde 28 de fevereiro com o início do conflito com o Irã, e revisou para baixo sua projeção de crescimento de capacidade para o ano.
O impacto foi detalhado pelo grupo franco-neerlandês durante apresentação de resultados ao mercado financeiro, com indicação de que a estratégia de hedge contribuiu para sustentar as receitas unitárias no primeiro trimestre, mesmo com a elevação do preço do combustível de aviação.
“O aumento dos custos será significativo no segundo trimestre, e seguimos com uma abordagem tática na gestão dos preços”, afirmou o diretor financeiro, Steven Zaat.
Os níveis de reservas antecipadas permanecem próximos aos de 2025. Para o segundo trimestre, 72% das viagens de longo curso já foram reservadas, ante 73% no mesmo período do ano anterior, enquanto o curto curso registra 64%, frente a 63%.
A companhia projeta que a despesa total com combustível alcance 9,3 bilhões de dólares em 2026. A estimativa de crescimento de capacidade foi ajustada para um intervalo entre 2% e 4%, abaixo da projeção anterior, de 3% a 5%. Combustível é o principal custo operacional das companhias aéreas e tende a pressionar margens e limitar a expansão da oferta em cenários de alta.
Air France-KLM revê operação

O CEO Benjamin Smith afirmou que o grupo pretende operar integralmente seu programa de voos até o fim do terceiro trimestre, apesar do cenário de custos elevados. A empresa indicou não haver escassez de combustível de aviação em seus hubs europeus nem sinais de desabastecimento no curto prazo.
Para o inverno, a administração admite a possibilidade de ajustes na oferta caso os preços do combustível permaneçam elevados.
Resultados financeiros

No primeiro trimestre, a Air France-KLM registrou prejuízo operacional de 27 milhões de euros, com melhora de 301 milhões de euros em relação ao mesmo período de 2025. A receita por assento-quilômetro disponível (ASK), indicador de eficiência de receita, avançou 0,5% na comparação anual.
A capacidade e o tráfego cresceram 4% e 4,4%, respectivamente. O fator de ocupação atingiu 86,3%, alta de 0,3 ponto percentual. A companhia reportou desempenho mais forte nas cabines premium e aumento da demanda em rotas para a Ásia, em meio à reconfiguração de fluxos de passageiros que passaram a evitar conexões no Golfo.
“Os efeitos do aumento do combustível ainda não estão refletidos integralmente nos resultados, mas devem impactar os próximos trimestres”, afirmou o CEO Benjamin Smith. “Implementamos medidas de disciplina de custos e seguimos monitorando o cenário.”
*Com informações de Publituris.







