
As companhias aéreas associadas à Abear (Avianca, Azul, Gol, Tam e Trip) apresentaram número recorde na série histórica de monitoramento da entidade, desde outubro de 2012. No mês de julho foram realizadas quase sete milhões de viagens nacionais. De acordo com Adalberto Febeliano, consultor da Abear, o mês de julho é sempre um dos mais fortes do ano e os números comprovam apesar das dificuldades do setor. “O bom desempenho das aéreas mesmo diante das adversidades mostram o potencial do mercado brasileiro e a necessidade do transporte aéreo para o país”, disse.
Com base em dados da Anac de julho de 2012 houve um aumento na oferta (6%) e na demanda (4,8%), porém, uma ligeira queda na ocupação de 79,7% para 78,8%. A Avianca ampliou sua demanda em 47,2%, a Azul em 30,6% e a Gol em 1,1%; já Tam e Trip diminuíram em 1,1% e 13,7%, respectivamente. Em relação ao mês de junho de 2013, houve um crescimento de 12,7% na oferta, 15,4% na demanda e 11% no volume de passageiros embarcados. A Avianca foi a companhia com melhor desempenho (85,4%) e a Tam continua na liderança do setor com 41,9% do share.
Segundo Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, vale ressaltar que os dados colhidos para o mês de julho ocorreu antes da disparada do dólar. “A partir de agora, a responsabilidade da aviação será compartilhada, pois, alguns dos componentes do setor são vinculados ao dólar e as decisões governamentais [referindo-se às propostas entregues ao governo para a melhoria das condições de operação das companhias]”, destacou. Para ele, se nada for feito os problemas podem acarretar em redução de oferta e aumento nas tarifas de algumas rotas.
Comparação – Segundo Sanovicz, três fatores devem ser levados em conta em relação a inflação interna e a evolução das tarifas aéreas, desde 2002 até primeiro semestre de 2013 – período em que se utiliza a liberdade tarifária. “O custo de administração das companhias aumentou enquanto os custos totais de operação diminuíram (21% abaixo da inflação), assim como a tarifa média”, disse.
Cargas – Outra avaliação do presidente é em relação ao transporte de carga. “Muito se fala do passageiro, mas não podemos esquecer que 1/3 do transporte de carga só é possível no Brasil via aérea”, comentou. De acordo com ele, a aviação é um problema de todos e não só do setor, já que cerca de US$ 51 bilhões em produtos entraram ou saíram do Brasil de avião. “Hoje, até mesmo dentro do país, muitos provimentos de diferentes segmentos só são possíveis por meio da aviação”, declarou.







