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Aviação

Conselho da Spirit descarta oferta da JetBlue e recomenda fusão com Frontier

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O nome da nova companhia aérea, que nasce desta possível fusão, será determinado em breve, assim como a sede e o novo CEO, caso sejam aprovados pelos acionistas no dia 10 de junho

O Conselho de Administração da Spirit Airlines abriu definitivamente o caminho da companhia para fusão com Frontier, ao recomendar que os acionistas votem a favor do acordo. O sindicato Association of Flight Attendants (CWA) inclusive disse que apoiaria a fusão planejada entre as transportadoras. Por outro lado, o Conselho, por unanimidade, decidiu que a oferta da JetBlue não é mesmo do melhor interesse para transportadora e acionistas.

Os acionistas da Spirit devem votar a oferta da Frontier no dia 10 de junho. “Estamos avançando conforme planejado e seguimos recomendando que os acionistas da Spirit votem pela fusão com a Frontier no próximo dia 10”, disse o presidente da Spirit, Mac Gardner. “Acreditamos que a combinação dessas duas empresas ultra low-costs é a melhor maneira de entregar o máximo valor aos acionistas da Spirit”, completou.

Segundo informações do TravelPulse, funcionários da Spirit consultaram consultores financeiros e jurídicos externos, que revelaram que a proposta da JetBlue enfrentaria obstáculos regulatórios substanciais. Outros problemas que o conselho da Spirit descobriu durante a pesquisa sobre a oferta da JetBlue, envolvem a possível espera de até dois anos por uma aprovação antitruste, além de uma dependência de um mercado de ações altamente volátil e financiamento de dívida questionável.

“Com base em nossa própria pesquisa e no conselho de especialistas econômicos e antitruste, chegamos a conclusão que a proposta da JetBlue pela Spirit não tem qualquer probabilidade de obter aprovação regulatória, o que faria nossa empresa enfrentar um longo período no aguardo da resolução”, disse o presidente da Spirit.

JetBlue responde

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Spirit Airlines rejeitou a oferta da JetBlue, justificando que a proposta não teria aprovação do Departamento de Justiça e de outros reguladores do governo

No início desta semana, a própria JetBlue anunciou que apresentaria uma procuração de “Vote Não”, pedindo aos acionistas da Spirit Airlines que votassem contra a oferta de aquisição de US$ 2,9 bilhões da Frontier Airlines. Na ocasião, a transportadora chamou o acordo da Frontier de “inferior, de alto risco e de baixo valor” e disse que sua própria proposta (US$ 3,6 bilhões) oferecia “um valor maior, mais segurança e mais benefícios”.

Sobre a recomendação do conselho da Spirit em negar o acordo, a JetBlue informou que “não é surpresa que os acionistas da Spirit estejam recebendo mais do mesmo do Conselho da Spirit, motivado por sérios conflitos de interesse, que continua ignorando os melhores interesses de seus acionistas, distorcendo os fatos e protegendo seu negócio com a Frontier.”

Em relação à aprovação regulatória no caso da fusão com a Frontier, a JetBlue disse que não tem nada garantido. “Ambos os negócios estão sujeitos a revisão regulatória e ambos os negócios têm um perfil de risco semelhante. A Frontier oferece menos valor, mais risco e nenhum compromisso regulatório”, destacou.

Ainda segundo a companhia, a confiança segue firme para convencer os acionistas da Spirit a negarem o acordo. “Eles ficarão ainda mais perplexos do que já estão ao descobrirem o motivo do Conselho de Administração da Spirit em se recusar a negociar conosco”, finalizou o comunicado da JetBlue.

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