
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou dados referentes aos mercados globais de carga aérea em maio de 2025. No documento consta que:
• a demanda total, medida em toneladas de carga por quilômetro (CTK), aumentou 2,2% em comparação com os níveis de maio de 2024 (+3,0% para operações internacionais);
• a capacidade, medida em toneladas de carga por quilômetro (ACTK), aumentou 2% em comparação com maio de 2024 (+2,6% para operações internacionais).
“A demanda global por carga aérea cresceu 2,2% em maio. Essa é uma notícia animadora, visto que a queda de 10,7% no tráfego na rota comercial da Ásia para a América do Norte ilustrou o efeito de amortecimento das mudanças nas políticas comerciais dos EUA. Mesmo com a evolução dessas políticas, já podemos observar a resiliência comprovada do setor de carga aérea, ajudando as transportadoras a acomodar as necessidades da cadeia de suprimentos para reter, redirecionar ou acelerar as entregas com flexibilidade”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.
Com o resultado, é necessário observar diversos fatores no ambiente operacional:
• em relação ao ano anterior, a produção industrial mundial cresceu 2,6% em abril de 2025. Os volumes de carga aérea cresceram 6,8% no mesmo período, superando o crescimento do comércio global de mercadorias de 3,8%;
• os preços do combustível de aviação em maio de 2025 foram 18,8% menores que no ano anterior e 4,3% menores que no mês anterior;
• a produção global contraiu em maio, com o PMI caindo para 49,1, abaixo da marca de 50 que sinaliza crescimento. Os novos pedidos de exportação também permaneceram em território negativo, em 48, refletindo a pressão das recentes mudanças na política comercial dos EUA.
Desempenho das companhias aéreas em maio
• Ásia-Pacífico: crescimento de 8,3% na demanda por carga aérea em maio, em relação ao ano anterior, o maior crescimento entre todas as regiões. A capacidade aumentou 5,7% em relação ao ano anterior.
• Norte-americanas: queda de 5,8% no crescimento da carga aérea em maio, em relação ao ano anterior, o crescimento mais lento entre todas as regiões. A capacidade diminuiu -3,2% em relação ao ano anterior.
• Europeias: crescimento de 1,6% na demanda por carga aérea em maio, em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 1,5% em relação ao ano anterior.
• Oriente Médio: aumento de 3,6% na demanda por carga aérea em maio, em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 4,2% em relação ao ano anterior.
• Latino-americanas: alta de 3,1% na demanda por carga aérea em maio, em relação ao mesmo período do ano anterior. A capacidade aumentou 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
• Africanas: queda de 2,1% na demanda por carga aérea em maio, em relação ao mesmo período do ano anterior. A capacidade aumentou 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Crescimento da rota comercial
Uma redução significativa na rota comercial Ásia-América do Norte era esperada e percebida à medida que o efeito do front-loading (transporte de mercadorias para o mercado antes da entrada em vigor das tarifas) diminuía e as mudanças na isenção de minimis para remessas de pequenos pacotes (particularmente aquelas associadas ao comércio eletrônico) eram aplicadas. À medida que os fluxos de carga se reorganizavam, diversas áreas de rota responderam com um crescimento surpreendente.







