Representantes dos trabalhadores do setor aéreo recorreram ontem (26/11) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tentar anular a compra da Webjet pela Gol, alegando que o negócio fere o interesse do consumidor. Eles apresentaram uma pesquisa de preços que indica que no dia 17 de outubro, quando a Gol assumiu a venda dos bilhetes da Webjet, a tarifa do trecho Guarulhos-Santos Dumont subiu 211%, enquanto outras tiveram reajuste de até 297% no mesmo trecho nos dias seguintes. Cerca de cem pilotos e comissários demitidos da Webjet protestaram no aeroporto de Congonhas (SP).
O sindicato quer ter acesso ao processo que resultou na aprovação da compra da Webjet pela Gol, por acreditar que há falhas decorrentes de informações incorretas, que teriam sido prestadas pela Gol e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com base no fato de que o Cade aprovou a compra a partir da premissa de que os preços cobrados pelas duas empresas eram semelhantes. Para isso, vai apresentar petição ao Cade até amanhã, na tentativa de reintegrar os trabalhadores demitidos pela Gol.
Conforme Gelson Fochesato, presidente do sindicato, informou ao jornal O Globo, durante a tramitação do processo no Cade, a Gol havia prometido manter 16 aviões da Webjet em operação e que as demissões seriam pontuais.
Pamela Mascarenhas







