Europa segue registrando filas em aeroportos após novo sistema de imigração entrar em vigor
Passageiros enfrentam adaptação após mudança no controle de fronteiras (Freepik)

Mesmo após os primeiros dias de operação, o novo sistema eletrônico de controle de fronteiras da Europa segue impactando a experiência de quem chega ao continente. Desde 10 de abril, quando o Entry/Exit System (EES) passou a valer de forma obrigatória em 29 países da Europa, viajantes continuam relatando longas esperas nos aeroportos, em um cenário que ainda exige adaptação tanto de passageiros quanto das autoridades locais.

A iniciativa substituiu os carimbos nos passaportes por um registro digital com coleta de dados pessoais e biométricos, como foto facial e impressões digitais. A medida, criada para reforçar a segurança no Espaço Schengen, trouxe uma etapa adicional ao processo de imigração, o que tem prolongado o tempo de atendimento.

Na prática, além da checagem tradicional com agentes, o viajante precisa passar por totens de autoatendimento para registrar suas informações. Para brasileiros com passaporte biométrico, esse procedimento é obrigatório na primeira entrada e os dados permanecem válidos por até três anos ou até o vencimento do documento.

Apesar de a proposta ser de modernização e ganho de eficiência no longo prazo, o curto prazo ainda é de ajuste. Representantes de companhias aéreas seguem recomendando que passageiros considerem até duas horas extras para os trâmites de entrada, especialmente em aeroportos mais movimentados. Conexões com tempo reduzido continuam sendo um ponto de atenção.

O EES começou a ser implementado na Europa de forma gradual em 2025, mas agora passou a operar sem flexibilizações. Nos testes iniciais, aeroportos como Lisboa chegaram a registrar filas de até cinco horas, cenário que, embora menos extremo, ainda se reflete em esperas prolongadas em diferentes pontos de entrada do continente.

Aplicativo tenta acelerar processo na Europa

Como forma de amenizar os impactos, a Comissão Europeia passou a incentivar o uso do aplicativo Travel to Europe, que permite antecipar parte do cadastro obrigatório.

Disponível gratuitamente na App Store ou Google Play, o app possibilita que o viajante envie, com até 72 horas de antecedência, informações pessoais, dados da viagem e imagens do passaporte, além de uma selfie para verificação de identidade. Ao final, é gerado um código QR que pode ser utilizado nos totens dos aeroportos.

A ferramenta não elimina a necessidade de passar pela imigração nem pela coleta biométrica presencial, mas reduz o tempo gasto em cada etapa. Segundo autoridades europeias, quanto maior a adesão ao preenchimento antecipado, mais eficiente tende a ser o fluxo nos aeroportos.

Por enquanto, o aplicativo está em funcionamento em aeroportos de Portugal e Suécia, com previsão de expansão gradual para os demais países que adotaram o sistema até o fim do ano.

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*Com informações de O Globo