
A Gol Linhas Aéreas teria solicitado slots para operar voos internacionais diretos entre o Brasil e dois dos principais hubs globais: Paris, no aeroporto Charles de Gaulle, e Nova York, no JFK. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Melhores Destinos e indicam uma possível ampliação da malha internacional da companhia a partir de 2026, caso os pedidos sejam aprovados pelas autoridades aeroportuárias.
Embora a empresa não confirme oficialmente a abertura das rotas, os movimentos recentes reforçam as especulações do mercado. Em outubro, o Grupo Abra, controlador da Gol, anunciou um acordo de leasing para sete aeronaves Airbus A330-900, modelo de fuselagem larga e alcance intercontinental, o que abriu espaço para a hipótese de retomada de uma operação de longa distância.
Atualmente, a Gol opera voos internacionais de médio alcance, como as rotas para Orlando a partir de Brasília e Fortaleza, utilizando aeronaves Boeing 737 MAX 8. A eventual entrada de widebodies permitiria à companhia competir em mercados transatlânticos e ampliar sua presença em destinos estratégicos na Europa e nos Estados Unidos.
O acordo de leasing dos A330neo foi fechado com a Avolon, empresa que hoje fornece os cinco aviões do modelo que operam na frota da Azul. Segundo o entendimento do mercado, essas aeronaves seriam repassadas à Gol, enquanto a Azul receberia A330-200 oriundos da ITA Airways para substituição.
Procurada pelo portal, a Gol afirmou, em nota, que avalia continuamente oportunidades de expansão de sua malha aérea regional, nacional e internacional, mas que, por ora, não há confirmação de novas rotas além das já operadas ou anunciadas. A companhia reforçou que qualquer novidade será comunicada oportunamente ao mercado.
Se confirmadas, as rotas para Paris e Nova York marcariam um novo capítulo na estratégia internacional da Gol, ampliando sua atuação para além da América do Sul e reforçando o reposicionamento do grupo após a reorganização societária conduzida pela Abra.







