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O sindicato não gostou nada da tentativa da KLM de renegociar uma proposta que já era considerada final

A KLM tinha até a última sexta-feira (17) para aceitar a proposta coletiva de trabalho (CLA, em inglês) de seus pilotos. Este era o prazo dado para que a companhia holandesa evitasse enfrentar ações trabalhistas por parte dos profissionais envolvidos, que viram o último acordo coletivo expirar em janeiro de 2018. O prazo expirou, a KLM rejeitou a demanda e agora os profissionais ameaçam tomar as devidas providências.

De acordo com o sindicato que representa os pilotos, Vereniging Nederlandse Verkeersvliegers (VNV), a proposta da KLM incluia uma redução de carga de trabalho de 4% a partir de setembro de 2019, mas não foi aceita porque só iria entrar em vigor dentro de um ano. O VNV até estava confiante de que a companhia iria concordar com as demandas enviadas até o dia 17 de agosto, mas a KLM optou por um novo acordo revisado.

“Não estamos totalmente de acordo com a última proposta apresentada pela VNV, mas estamos preparados para uma proposta ajustada. É uma proposta revisada pela KLM e que utiliza ingredientes do último pedido feito pelo sindicato. É uma proposta final a fim de assegurar que o novo contrato de trabalho seja estabelecido o mais rápido possível, visto que é um interesse de todos”, disse a KLM.

O sindicato não gostou nada da tentativa da KLM de renegociar uma proposta que já era considerada final. “O resultado é que os membros da VNV irão todas suas providências nas próximas semanas”. O sindicato afirmou ainda que a KLM já enfrentou a falta de pilotos durante quatro anos, levando a um aumento da carga de trabalho, pobre equilíbrio entre vida própria e trabalho, atrasos e cancelamentos. “Ajustes são necessários”, diz a VNV.