
A Latam manterá a redução de capacidade em parte de sua operação doméstica diante do aumento dos custos com combustível, cenário que tem impactado companhias aéreas em diferentes mercados. A informação foi confirmada pelo CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), realizada no Rio de Janeiro.
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Segundo o executivo, a companhia deverá repetir em julho um ajuste de aproximadamente 3% na capacidade inicialmente planejada para o período, movimento semelhante ao adotado em junho. A expectativa é que os impactos da alta do combustível também sejam sentidos ao longo do terceiro trimestre deste ano.
Apesar da revisão, a empresa segue projetando crescimento em relação a 2025, embora em ritmo inferior ao previsto anteriormente. De acordo com Cadier, a estratégia atual envolve adequar rotas e oferta de assentos ao novo cenário de custos operacionais.
Combustível mais caro leva Latam a rever expansão
O CEO destacou que o aumento dos preços do querosene de aviação, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, tem pressionado as margens das companhias aéreas. Segundo ele, o mercado brasileiro já registra elevação entre 20% e 30% nas tarifas, embora o impacto nas receitas aconteça de forma gradual devido à venda antecipada de passagens.
Mesmo diante do ambiente mais desafiador, a Latam mantém seus planos de renovação de frota. A companhia espera receber 12 aeronaves Embraer E195-E2 ainda neste ano e outras 12 em 2027, o que permitirá ampliar frequências e abrir novos mercados futuramente. No entanto, o anúncio de novos destinos foi adiado em razão da volatilidade do cenário econômico e operacional.
As declarações reforçam o posicionamento adotado recentemente pelo grupo Latam, que já havia alertado para a possibilidade de novos ajustes de capacidade no setor aéreo caso os preços elevados dos combustíveis persistam até 2027.







