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Aviação

Sindicato britânico quer barrar compra da Air Europa

Companhia também flexibilizou a sua política de remarações

A Unite, maior sindicato do setor aéreo do Reino Unido e Irlanda, entrou com um pedido para barrar a compra da Air Europa pelo International Airlines Group (IAG), anunciada em novembro do ano passado. No mês passado, a entidade apresentou um relatório à Comissária da Concorrência da União Europeia, Margrethe Vestager, apontando problemas relacionados à concorrência no continente e ao domínio do IAG no aeroporto de Madri-Barajas.

O documento cita a crescente posição dominante do IAG no mercado de voos da Europa para a América do Sul e o retorno do grupo a uma posição monopolista no mercado doméstico espanhol, juntamente com suas companhias aéreas espanholas Iberia e Vueling.

A Unite, que representa funcionários de terra da British Cabin Crew (TCP) e da British Airways (BA), tem potencial para aumentar o valor das passagens em diversos trechos devido a redução de concorrência, um dos pontos que pode ser determinante na avaliação da Comissão Europeia.

“Todos esses problemas tornam provável que a aquisição aumente os preços dos ingressos e reduza a concorrência em algumas rotas, questões que são de grande preocupação para a Comissão Européia”, afirmou a Unite, em sua carta de apresentação do relatório à CE.

As críticas do sindicato decorrem principalmente do momento atual do setor, que levou o IAG a realizar milhares de demissões, apontando a falta de receitas, mesmo investindo milhões de libras em uma nova aquisição. O grupo aéreo, que controla British Airways, Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level, reportou um prejuízo de 1,68 bilhão de euros no primeiro trimestre, cenário que contrasta com o lucro de 70 milhões no mesmo período do ano passado, reforçando os impcatos da pandemia de coronavírus.

“A Unite se pergunta por que a British Airways está tentando demitir e recontratar a força de trabalho, enquanto sua controladora, IAG, está progredindo na compra de uma companhia aérea”, afirmou Sharon Graham, CEO da Unite. “Agora estamos reunindo evidências mais detalhadas de várias fontes especializadas e discutindo a aquisição com outras partes que podem ser afetadas negativamente. Estamos confiantes de que temos um argumento forte e esperamos apresentar oficialmente todas as nossas evidências quando a Fase I da investigação começar”, completou.

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