TAP
Novo Plano Estratégico 2026-2035 prevê expansão do longo curso, novas fontes de receita e transformação digital da companhia (Divulgação/TAP)

A TAP Air Portugal encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento de receitas e passageiros, mas registrou resultado líquido negativo de € 99,2 milhões, pressionado principalmente pela alta dos custos com combustível. Entre janeiro e junho, a companhia transportou 8,2 milhões de passageiros, operou 57,5 mil voos e alcançou € 2,04 bilhões em receitas operacionais, enquanto o custo com combustível avançou 18,7% na comparação anual.

O desempenho integra o balanço operacional e financeiro da TAP no primeiro semestre, período em que a companhia concluiu seu Plano de Reestruturação e lançou o Plano Estratégico 2026-2035. A estratégia estabelece as diretrizes para a próxima década, com foco no crescimento das operações de longo curso, diferenciação de produto, ampliação de receitas complementares e transformação digital por meio do Programa Horizon.

A receita operacional cresceu 4,3% sobre o primeiro semestre de 2025, para € 2,0398 bilhões. A receita proveniente de bilhetes avançou 4,4%, atingindo € 1,8292 bilhão, em um período marcado pela demanda nos mercados estratégicos da empresa, especialmente América do Sul e Europa.

A evolução da demanda também superou o crescimento da capacidade. O tráfego, medido em RPK, aumentou 5,9%, enquanto a capacidade avançou 1,7%. Com isso, o load factor chegou a 85,4%, alta de 3,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar do avanço das receitas, a pressão sobre os custos afetou os indicadores financeiros. O EBITDA recorrente ficou em € 181,9 milhões, enquanto o EBIT recorrente foi negativo em € 83,7 milhões. O resultado líquido terminou o semestre em -€ 99,2 milhões.

Segundo a companhia, o aumento do combustível teve impacto particularmente relevante no segundo trimestre, quando os custos cresceram 52,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A alta ocorreu em um momento em que parte significativa das receitas do trimestre já havia sido comercializada antes do aumento dos preços, reduzindo a capacidade de compensação imediata por meio das tarifas.

“O desempenho do primeiro semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da TAP e a solidez da procura em toda a nossa rede”, disse Luís Rodrigues, CEO da TAP.

O executivo também destacou os efeitos da alta do jet fuel sobre o segundo trimestre e afirmou que a companhia mantém iniciativas voltadas à rentabilidade, à operação e à experiência dos clientes.

Operação e resultado

Documento de ACT foi assinado durante BTL deste ano, e tem duração de 2 anos (Divulgação/TAP Airlines)
As receitas operacionais somaram € 1,1253 bilhão, praticamente estáveis na comparação anual (Divulgação/TAP)

No segundo trimestre, a TAP transportou 4,5 milhões de passageiros, crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025. As receitas operacionais somaram € 1,1253 bilhão, praticamente estáveis na comparação anual.

A companhia informou ainda evolução na pontualidade e na regularidade dos voos, além de melhora nos indicadores de satisfação dos clientes. Na estrutura financeira, a TAP concluiu uma emissão de € 350 milhões em senior notes durante o semestre. Ao final de junho, mantinha € 1,2221 bilhão em caixa e equivalentes, ampliando a liquidez disponível para as operações.

O Programa Horizon será utilizado como eixo de aceleração das iniciativas de digitalização, inovação e melhoria contínua previstas no novo planejamento.