
O governo federal decidiu intervir na polêmica dos preços de hospedagem em Belém para a COP30. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (24) que os valores praticados por hotéis e imóveis particulares são “completamente desproporcionais” e prometeu acionar a Justiça caso não haja acordo com o setor.
Segundo o ministro, há diárias sendo cobradas acima do padrão de cidades consideradas entre as mais caras do mundo. “Não é justo nem correto que empreendimentos, inclusive alguns que receberam apoio público, pratiquem preços estratosféricos. Isso compromete a imagem do Brasil”, disse.
Denúncias de cobranças até 20 vezes maiores que no período do Círio de Nazaré já haviam levado a Defensoria Pública do Pará a ingressar com ação civil pública contra plataformas de aluguel de imóveis. A situação preocupa o governo, já que a conferência deve reunir quase 50 mil pessoas de 180 países em novembro de 2025.
A Casa Civil discute o tema com a Advocacia-Geral da União (AGU) e deve realizar nova reunião nesta quinta-feira (25). A prioridade é o diálogo, mas, caso não haja entendimento, o Executivo promete ações judiciais imediatas contra estabelecimentos que descumprirem padrões de razoabilidade.
Paralelamente, o governo lançou uma plataforma pública para cadastro de imóveis, com o objetivo de ampliar a oferta de hospedagem a preços mais acessíveis. A iniciativa, no entanto, começou com atraso e em meio à crise. Rui Costa reforçou que o teto atual de diárias, fixado em US$ 600 por leito, será mantido.







