
A tg.mob lançou uma campanha institucional de conscientização, prevenção e enfrentamento do assédio sexual no contexto da mobilidade urbana. A iniciativa foi anunciada neste mês e tem início com treinamentos internos para colaboradores, com previsão de expansão para fornecedores de transporte, equipes de coordenação e empresas parceiras, além da inclusão de diretrizes em contratos, orientações formais, ordens de serviço e no Código de Conduta da companhia.
Segundo a empresa, a capacitação interna é a primeira etapa de um plano mais amplo voltado à padronização de práticas e à criação de procedimentos claros para prevenção e resposta a situações de assédio durante operações de transporte corporativo e de eventos, segmento que atende demandas frequentes do mercado de turismo e do trade de viagens.
O lançamento da campanha ocorre em um cenário marcado por indicadores nacionais que evidenciam a dimensão do problema. Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva aponta que 71% das mulheres brasileiras conhecem outra mulher que já sofreu assédio em espaço público. O levantamento indica ainda que 97% afirmam ter sido vítimas de assédio em meios de transporte, dado que reforça a necessidade de ações estruturadas no setor de mobilidade.
Para a diretora comercial e financeira da tg.mob, Cristina Gomes, a campanha está associada a uma responsabilidade que ultrapassa a operação logística. “A mobilidade não pode ser tratada apenas como deslocamento. Ela envolve pessoas, relações e contextos que exigem cuidado. A campanha nasce do compromisso da empresa em contribuir de forma ativa para a prevenção do assédio e para a criação de ambientes mais seguros no mercado, tanto para quem utiliza nossos serviços quanto para quem trabalha conosco”, afirma.
A política de equidade de gênero também integra o posicionamento institucional da empresa. Atualmente, mulheres representam 50% do quadro de colaboradores da tg.mob. O índice é superior à média nacional do setor de transportes, em que elas correspondem a 17,8% dos profissionais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged.
Cristina Gomes destaca que diversidade e igualdade de oportunidades fazem parte da estratégia corporativa. “Equidade de gênero não é um discurso, é uma prática diária. Ter equipes diversas amplia visões, melhora decisões e fortalece o ambiente de trabalho. Nosso objetivo é oferecer oportunidades, garantir acolhimento e assegurar que todas as pessoas tenham espaço para se desenvolver com respeito e segurança”, conclui.







