
O Brasil foi reeleito nesta terça-feira (11), em Riade, na Arábia Saudita, para presidir o Conselho Executivo da ONU Turismo até o fim de 2026. A decisão, tomada por 21 votos a 13, manteve o ministro do Turismo, Celso Sabino, à frente do órgão responsável pelas principais deliberações do setor em nível global. A Eslovênia foi a concorrente na disputa.
A reunião, que marcou a 125ª sessão do Conselho Executivo, foi presidida por Ana Carla Lopes, secretária-executiva do Ministério do Turismo. Ela também chefiou a delegação brasileira no encontro. Durante a votação, Ana Carla agradeceu o apoio recebido e destacou o compromisso do país com o desenvolvimento do turismo internacional.
“Gostaria de agradecer do fundo do meu coração e da minha alma por mais esse voto de confiança no trabalho que este Conselho vem realizando e garanto que vamos fazer do próximo ano um ano espetacular para o turismo mundial”, afirmou.
O pleito também definiu a composição da nova mesa diretora do Conselho, que terá a Eslovênia como primeira vice-presidência e a China como segunda.De Brasília, onde participa da COP30, Celso Sabino enviou mensagem à plenária reforçando os resultados obtidos durante sua gestão.
Entre os destaques citados, estão a inauguração do primeiro escritório da ONU Turismo nas Américas, no Rio de Janeiro; a criação dos Comitês de Mérito e de Turismo e Ações Climáticas, ambos sob liderança brasileira pelos próximos dois anos; e a eleição de Shaikha Nasser Al Nowais como a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da agência das Nações Unidas dedicada à promoção do turismo responsável e sustentável.
“Nesse último ano, avançamos muito no turismo na região das Américas, com índices de crescimento muito superiores ao registrado em outras partes do mundo. E isso tem sido possível graças a um trabalho estruturado, pautado na promoção turística integrada e no fortalecimento do nosso relacionamento multilateral”, declarou Sabino.
Com a reeleição, o Brasil permanece à frente das decisões estratégicas do setor, incluindo políticas de sustentabilidade, qualificação profissional, digitalização, investimentos e adaptação às mudanças climáticas. A reunião também marcou a despedida de Zurab Pololikashvili, que deixa o comando da ONU Turismo após oito anos.







