
O setor de eventos registrou em julho a primeira queda na geração de empregos formais desde 2021. A interrupção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) fez o saldo virar negativo depois de 48 meses de crescimento ininterrupto, segundo o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE).
Entre janeiro e julho, o core business do setor abriu 16,2 mil vagas, número 25% menor do que no mesmo período de 2024. No hub setorial, que reúne 52 atividades ligadas direta ou indiretamente aos eventos, a retração foi ainda maior: 29,4 mil postos de trabalho contra 42,8 mil no ano passado, queda de 31%.
Até junho, a curva de contratações seguia positiva. Em julho, já sem o PERSE, os dados mostram a inversão da tendência. “Assim que o programa foi encerrado, registramos o primeiro saldo negativo. Os números falam por si”, afirmou Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE.
O estudo usa dados do Ministério do Trabalho e Emprego, do IBGE e da Receita Federal para acompanhar o impacto econômico do setor.







