
As passagens aéreas subiram 11,87% em novembro e representaram o item que mais pressionou a prévia da inflação oficial, divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IPCA-15 registrou alta de 0,20% no mês, levando o acumulado em 12 meses a 4,5%, limite superior da meta definida pelo governo federal para o período.
O aumento no preço dos bilhetes de avião ocorreu dentro do grupo Transportes, que variou 0,22% e respondeu por uma das principais influências no índice. Entre 377 itens pesquisados, as passagens aéreas foram o subitem de maior impacto individual na formação da taxa mensal, afetando diretamente os custos de deslocamento e as viagens domésticas.
Ainda no setor de turismo, hospedagem teve alta de 4,18% e pacotes turísticos subiram 3,90%, compondo a lista de serviços com maior avanço em novembro e contribuindo para elevar os gastos das famílias com lazer e viagens.
Entre os combustíveis, houve queda de 0,46%, com recuo de 0,48% da gasolina, item com peso relevante na cesta de consumo. A redução ajudou a conter o IPCA-15 e compensou parcialmente as altas observadas no turismo.
Dos nove grupos de produtos e serviços avaliados, sete apresentaram variação positiva, com destaque para Despesas Pessoais, que avançou 0,85%. Alimentação e bebidas subiram 0,09%, interrompendo cinco meses seguidos de redução, enquanto Artigos de residência e Comunicação registraram queda.
O IPCA-15 é calculado com base em preços coletados entre 14 de outubro e 13 de novembro em 11 regiões metropolitanas. O indicador antecipa o comportamento da inflação oficial, medida pelo IPCA, que será divulgada em 10 de dezembro.







