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Emissões aéreas concentram 77% dos pontos resgatados em programas de fidelidade no período  (Freepik/DC Studio)

O número de transações em programas de fidelidade no Brasil cresceu 13,3% no terceiro trimestre de 2025, alcançando 13,6 milhões de operações, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). O levantamento, que considera movimentações como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços, também aponta queda da taxa de pontos e milhas expirados para 11,6%, o menor patamar da série histórica da entidade.

De acordo com a ABEMF, o resultado indica maior engajamento dos participantes com os programas de fidelidade. A redução do chamado breakage representa recuo de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2024, refletindo mudanças nas estratégias das empresas do setor.

Entre os fatores que contribuíram para a queda dos pontos expirados nos programas de fidelidade estão a ampliação do número de parceiros, o aumento das opções de acúmulo e resgate e a realização de campanhas promocionais que estendem a validade dos pontos, conforme informou a associação.

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Já os pontos efetivamente resgatados totalizaram 247,7 bilhões, avanço de 22,2% em um ano (Freepik/Pvproductions)

No mesmo período, o faturamento das empresas de fidelização somou R$ 6,59 bilhões, alta de 18,3% na comparação anual. O volume de pontos e milhas acumulados chegou a 270,5 bilhões, crescimento de 15,1% frente ao terceiro trimestre do ano anterior.

Já os pontos efetivamente resgatados totalizaram 247,7 bilhões, avanço de 22,2% em um ano. Do total utilizado pelos participantes, 77% foram destinados à emissão de passagens aéreas, enquanto os 23% restantes foram trocados por produtos e serviços não aéreos, como descontos e cashback, mantendo a tendência observada em trimestres anteriores.

Para o diretor executivo da ABEMF, Paulo Curro, o desempenho do setor está ligado à consolidação da fidelização como ferramenta estratégica. “São várias as frentes de expansão do mercado. Consumidores mais engajados, empresas que ampliam e diversificam suas estratégias de fidelidade, novos setores econômicos aderindo à fidelização. Além, é claro, do cenário macroeconômico, que por um lado incentiva consumidores a buscarem alternativas de economia, e por outro leva marcas a procurarem ferramentas que melhorem seus resultados frente à concorrência”, afirma.

Regaste de benefícios nos programas de fidelidade

Financiamento com juros de 6,5% a 7,5% ao ano prevê aquisição de SAF e ampliação de voos para Norte e Nordeste (Freepik/Jcomp) AZUL - programas de fidelidade
De 15 milhões de bilhetes emitidos anualmente por programas de fidelidade, 43% tiveram como destino estados do Sudeste (Freepik/Jcomp)

Dados divulgados pela ABEMF indicam que o Sudeste concentra a maior parte dos resgates de passagens aéreas realizados por participantes de programas de fidelidade no Brasil. A região aparece como principal destino na utilização de pontos e milhas para viagens aéreas. Do total aproximado de 15 milhões de bilhetes emitidos anualmente por meio desses programas, 43% tiveram como destino estados do Sudeste, o equivalente a cerca de 6,5 milhões de passagens. 

Na sequência do ranking aparecem o Nordeste, com 23% das emissões, seguido pelo Sul, com 16%, Centro-Oeste, com 12%, e Norte, com 6%. Indicadores referentes ao segundo trimestre de 2025 mostram ainda que a maior parte dos pontos e milhas resgatados continua direcionada ao transporte aéreo. No período, 74,8% do volume utilizado pelos participantes foi convertido em passagens, enquanto 25,2% foram trocados por produtos e serviços não aéreos.