
Leônidas Oliveira encerrou sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) no dia 14 de setembro, após cinco anos e sete meses no cargo. Arquiteto, filósofo e pesquisador, ele assume o histórico desafio de ter conduzido o setor no pior momento da pandemia de Covid-19 e, ao longo do mandato, implementou políticas que fortaleceram a cultura, o turismo e a economia do estado.
Entre os principais legados de sua gestão estão a descentralização de recursos e projetos culturais, com destaque para o programa Descentra Cultura, que captou cerca de R$ 159 milhões via Lei Estadual de Incentivo à Cultura em 2025. Além disso, promoveu Minas Gerais em feiras internacionais e press trips, consolidando o estado como protagonista do turismo nacional.
Oliveira também foi responsável por iniciativas que integraram cultura e turismo, como a criação do Encontro de Gestores de Cultura e Turismo, que reuniu municípios para capacitação e troca de experiências, e a parceria com instituições como Sebrae Minas, Vale, Cemig, CDL-BH e Invest Minas. Entre os resultados estão a atração de investimentos estratégicos, como a instalação da rede portuguesa Vila Galé em Ouro Preto e do Clara Resort em Inhotim.
No setor turístico, Minas registrou R$ 32 milhões em movimentação de turistas em 2024, um crescimento de 10,6% em relação a 2023, e expandiu significativamente sua conectividade aérea. Entre 2020 e 2025, o número de voos domésticos passou de 41 para 63, e os internacionais de cinco para oito, incluindo destinos como Orlando, Buenos Aires, Santiago, Lisboa e Curaçao.
A cultura também viveu um momento de destaque. Projetos estruturantes como Infraturismo, Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço, Programa TEM – Turismo, Experiência e Mineiridade e Afromineiridades deram solidez às políticas públicas. Minas ainda conquistou reconhecimentos internacionais, como o Cânion do Peruaçu e os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e Uberaba tornou-se o primeiro Geoparque mineiro certificado pela instituição.
Entre as ações de promoção de destinos e valorização da cultura, Oliveira consolidou o Circuito Liberdade como território de criatividade e turismo cultural e lançou eventos como o Carnaval da Liberdade, Minas Junina, Natal da Mineiridade e Réveillon da Liberdade. A Cozinha Mineira também ganhou protagonismo, com cerca de 35% dos visitantes indicando interesse em experiências gastronômicas, e o milho e a mandioca reconhecidos como patrimônio cultural imaterial.







