
SÃO PAULO – Na manhã desta quarta-feira (27), o Estadão sediou uma live com a presença de Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil, e Monica Samia, secretária executiva da Secretaria de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP). O bate-papo abordou mudanças no comportamento do viajante pós-pandemia, o papel da tecnologia e as tendências que moldam o setor.
Oliveira destacou a importância de repensar o overtourism em destinos icônicos. “Não existe tecnologia que vai te criar duas Sagradas Famílias. A solução está no planejamento, em canais confiáveis e na diversificação de opções. Não é só a atração principal que merece ser visitada”, afirmou, defendendo que turistas explorem experiências menos óbvias para evitar filas e sobrecarga em determinados locais. Com um portfólio que já soma mais de 95 mil experiências em cerca de 160 destinos ao redor do mundo, a empresa tem líder em atividades e experiencias guiadas no idioma do cliente. Desde sua fundação em 2008, mais de 40 milhões de pessoas completaram suas viagens com a curadoria de passeios da Civitatis.
Já Monica ressaltou como as viagens híbridas, que unem lazer e trabalho, estão em ascensão – e são aposta na estratégia da secretaria de turismo do Estado. A executiva também frisou a riqueza de São Paulo como destino diverso, capaz de oferecer desde rotas gastronômicas e religiosas até cicloturismo e trilhas. “Quando criamos experiências segmentadas, conseguimos atender o consumidor de forma mais plena. São Paulo é muito de tudo, não é uma coisa só”, disse.
Entre as tendências apontadas por Oliveira, a personalização desponta como central. “Cada vez mais precisamos recomendar experiências adequadas ao perfil do viajante, integrando operadoras, agentes e empresas de tecnologia. A inteligência artificial já está no radar, mas deve ser aplicada com critério para não comprometer a experiência do cliente”, avaliou.
Monica complementou com uma reflexão sobre responsabilidade: “O turismo é bom para o visitante quando também é bom para a comunidade. Ser um turista consciente significa escolher experiências autênticas, com segurança e menor impacto, valorizando fornecedores que tenham compromisso com sustentabilidade”, finalizou.







