
As passagens aéreas ficaram 9,66% mais caras em setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço dos bilhetes contribuiu para a alta de 0,89% do grupo Transportes no mês e recoloca o custo do deslocamento aéreo entre as principais pressões sobre as despesas relacionadas às viagens.
O resultado integra o IPCA de setembro, que avançou 0,82% após a deflação de 0,32% registrada em agosto. No acumulado de 2026, o índice soma alta de 3,95%, enquanto, em 12 meses, chegou a 4,58%. A elevação das tarifas aéreas foi um dos destaques do grupo Transportes. Além das passagens, os combustíveis tiveram aumento de 1,41% em setembro, fator que também interfere nos custos de deslocamentos rodoviários e viagens realizadas de carro.
Entre os combustíveis pesquisados pelo IBGE, o etanol registrou a maior variação, de 3,16%. O óleo diesel subiu 1,69%, enquanto a gasolina avançou 1,21%. O gás veicular apresentou alta de 0,10%. O comportamento das passagens aéreas, no entanto, não foi uniforme entre as regiões pesquisadas. Em Rio Branco, por exemplo, os preços recuaram 14,13% em setembro, contribuindo para que a capital acreana registrasse a menor variação regional do IPCA no período, de 0,53%.
Custos relacionados às viagens

Além dos transportes, outro componente ligado aos gastos durante viagens também apresentou aumento. A alimentação fora do domicílio avançou 0,48% em setembro, acima dos 0,36% registrados em agosto. O preço das refeições passou de uma variação de 0,18% para 0,49%, enquanto os lanches desaceleraram de 0,62% para 0,47%.
No índice geral, o IPCA acumulou alta de 4,58% nos 12 meses encerrados em setembro, acima dos 4,22% observados até agosto e ligeiramente superior ao teto de 4,5% da meta de inflação. O resultado mensal de 0,82% também foi o maior registrado desde março deste ano, quando o indicador havia avançado 0,88%.







