Gol obteve crescimento de 6,6% na demanda do sistema total da companhia
Gol obteve crescimento de 6,6% na demanda do sistema total da companhia

A Gol não conseguiu superar o prejuízo de R$ 96 milhões registrado no primeiro trimestre de 2014. A companhia aérea teve um prejuízo líquido, desta vez, de R$ 672,7 milhões no 1T15, o que é sete vezes maior em relação ao 1T14. Por outro lado, a receita líquida da companhia foi de R$ 2,5 bilhões, e permaneceu estável quando
comparado ao mesmo período de 2014.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitda) foi de R$ 468,9 milhões, queda de 4,8% em relação ao primeiro trimestre de 2014. A queda foi verificada, também, em relação aos três últimos meses de 2014: 2,7%. A margem Ebitda caiu para 18,7% ante 19,8% no primeiro trimestre de 2014.

De acordo com Paulo Kakinoff, presidente da Gol, o resultado negativo se deu pela valorização cambial durante o 1T15, quando o dólar cotado na virada do ano foi de R$ 2,60 e chegou a R$ 3,21 durante o período. “O balanço da companhia é impactado diretamente pela valorização cambial. Por exemplo, se ao invés de ser cotado a R$ 3,21, o dólar estivesse em R$ 3,03, teríamos uma recuperação entre R$ 200 e R$ 300 milhões do prejuízo líquido”, afirma Kakinoff, que projeta para o 2T15 uma inversão no quadro. “No próximo trimestre este cenário deve se inverter, afetando positivamente o balanço, com o dólar mais alto no começo e menor no final do período”, finalizou.

Por outro lado, a Gol obteve crescimento de 6,6% na demanda do sistema total da companhia de janeiro a março, enquanto a oferta avançou 4%. Com isso, a taxa de ocupação ficou em 78,1%, avanço de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em março, a demanda caiu 0,4%, a oferta recuou 0,3% e a taxa de ocupação ficou em 73,6%, baixa de 0,1% contra o mesmo mês de 2014.

A receita internacional, por sua vez, registrou 11,2% de participação, alcançando R$279,6 milhões.
No 1T15, o lucro operacional (EBIT) atingiu R$153,8 milhões, com uma margem operacional de 6,1%, um aumento de 6,5% sobre os R$144,5 milhões registrados no 1T14, com margem de 5,8%. As receitas auxiliares e cargas
atingiram R$ 277,8 milhões, um crescimento de 32,8% ante o 1T14, o que
representa 11,1% das receitas líquidas totais.