
Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama ressaltaram, após reunião de trabalho na Casa Branca nesta terça-feira (30), os vínculos tradicionais entre os dois países e a determinação de fortalecer uma parceria cada vez mais madura e diversificada, fundada no respeito e na confiança mútua, nos valores compartilhados e na atenção às necessidades e aspirações das sociedades das duas maiores democracias e economias das Américas. “Demos um passo à frente nas nossas relações”, disse a presidenta, em declaração à imprensa, após o encontro.
Na ocasião, Dilma comemorou também a decisão do presidente Barack Obama de facilitar
a entrada nos Estados Unidos de viajantes brasileiros frequentes, no
âmbito do Programa Entrada Global, ou Global Entry. O ingresso do Brasil no programa Global Entry, a ser concretizado até a primeira metade de 2016, permite a entrada nos EUA sem passar pelas filas de imigração, em casos específicos.
“Agradeço ao presidente Obama porque nós decidimos facilitar a entrada nos EUA de viajantes frequentes do Brasil no âmbito do programa Global Entry”, disse Dilma.
A presidenta Dilma afirmou ainda que o grande desafio agora é dobrar a corrente do comércio entre os dois países em uma década. “Estabelecemos uma agenda bilateral robusta em áreas como comércio, investimento, mudança do clima, energia, educação, defesa, ciência e tecnologia e inovação. Reforçamos nosso diálogo sobre temas da agenda interna no meio ambiente e de sustentação, algo que é essencial para o mundo e para cada um de nossos países, governança econômica e financeira, paz e segurança”, informou.
O que é o Global Entry?
É um programa que permite liberação rápida no controle de passaporte no momento da chegada aos EUA. O viajante entra nos país passando por quiosques automáticos em vez de funcionários da imigração. No entanto, para poder usar o sistema, é necessário fazer um cadastro antecipado que é pré-aprovado somente para pessoas consideradas de baixo risco pelas autoridades americanas.
Ainda assim, a imigração se reserva o direito de parar os participantes do Global Entry caso julgue necessário. Pessoas que tenham sido condenadas por qualquer tipo de crime ou que tenham infringido as regras de imigração de qualquer país automaticamente ficam excluídas do programa. O custo de adesão é US$ 100 por 5 anos.
Até o momento, o Global Entry estava disponível somente para cidadãos dos EUA, Alemanha, Países Baixos, Panamá, Coreia do Sul, México e Canadá (neste caso, por meio do programa canadense equivalente, o Nexus).







