
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) está prevê um crescimento médio de 2,1% para a região da América Latina e Caribe em 2022, bem abaixo dos 6,2% registrados em 2021. O Caribe crescerá 6,1% (excluindo a Guiana), a América Central crescerá 4,5%, enquanto a América do Sul crescerá 1,4%. A América Latina e o Caribe cresceram, em média, 6,2% em 2021. O Brasil apresentou um crescimento 4,7% no ano passado.
O relatório anual Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2021 ainda analisa questões como as assimetrias no acesso à vacinação, as altas taxas de desemprego, principalmente entre as mulheres, e a inflação. O relatório da Cepal aponta como as estimativas de crescimento e outros indicadores econômicos refletem o impacto sofrido pelos países da região em decorrência da crise da Covid-19.
“A desaceleração esperada na região em 2022, juntamente com os problemas estruturais de baixo investimento e produtividade, pobreza e desigualdade, requerem que o fortalecimento do crescimento seja um elemento central das políticas, ao mesmo tempo em que são consideradas as pressões inflacionárias e os riscos macrofinanceiros”, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Regional das Nações Unidas.
Em relação às ocupações, em 2021, a Cepal mostra que 30% dos empregos perdidos em 2020 não foram recuperados. Além disso, a desigualdade entre homens e mulheres se acentuou, o que reflete a sobrecarga do cuidado sobre as mulheres e o menor dinamismo de setores que concentram o emprego feminino, como os serviços.
Fonte: Agência Brasil







