
Com a possibilidade de Johnny Depp retornar ao papel de Jack Sparrow em um sexto filme de Piratas do Caribe, a franquia volta a movimentar o interesse dos fãs. Enquanto o ator avalia a possibilidade de retomar o personagem, condicionada a um desfecho adequado para a história, os cenários que deram vida às aventuras da tripulação da Pérola Negra também entram em evidência.
Os rumores sobre Piratas do Caribe 6 ganharam força após Johnny Depp comentar, em entrevista ao Entertainment Tonight, a possibilidade de voltar a interpretar o Capitão Jack Sparrow. Durante a divulgação de seu novo filme, o ator afirma que não recusaria um convite do produtor Jerry Bruckheimer, com quem mantém uma relação de confiança, mas condiciona seu retorno à existência de um roteiro que ofereça um encerramento adequado para o personagem.
Bruckheimer já havia confirmado conversas com Depp sobre o projeto, cujo roteiro está sob responsabilidade de Jeff Nathanson. Embora a participação do ator ainda não esteja oficialmente confirmada, as declarações reacendem as expectativas em torno da continuidade da franquia, que soma cinco filmes e mais de US$ 4,5 bilhões em bilheteria mundial.
Ao longo dos cinco filmes, lançados entre 2003 e 2017, as produções utilizaram praias, ilhas, rios e paisagens de diferentes partes do mundo. Alguns desses locais podem ser visitados por turistas interessados em conhecer os lugares que aparecem nas telas. A franquia Piratas do Caribe, da Disney, começou com A Maldição do Pérola Negra, em 2003, e chegou ao quinto longa, A Vingança de Salazar, em 2017.
Além dos cenários construídos em estúdios, as produções utilizaram destinos reais para representar portos, ilhas fictícias, praias e territórios percorridos pelos personagens. As gravações passaram por diferentes países e regiões, com destaque para o Caribe, o Pacífico e a costa australiana. A seguir, conheça alguns dos destinos que receberam as equipes de filmagem e que podem fazer parte de roteiros turísticos.
1. São Vicente e Granadinas: o porto de Port Royal


Localizado no Caribe, o arquipélago de São Vicente e Granadinas foi um dos principais cenários do primeiro filme da franquia, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Um dos locais mais conhecidos é a Wallilabou Bay, na costa oeste da ilha de São Vicente, utilizada para representar o porto de Port Royal.
Foi nessa baía que a produção construiu estruturas cenográficas para as sequências ambientadas na cidade portuária. O local recebeu cenas com Jack Sparrow e outros personagens, incluindo momentos que apresentam o porto e sua movimentação. Parte das estruturas construídas para o longa permaneceu na região, e o espaço associado ao Wallilabou Anchorage conserva referências à produção, como fachadas e objetos utilizados nas gravações.
A baía pode ser visitada por estrada a partir de Kingstown, capital do país. O trajeto pela costa oeste permite conhecer outras localidades da ilha. Para os fãs, a visita representa uma oportunidade de reconhecer o cenário que aparece no início das aventuras de Jack Sparrow.
Outro ponto do arquipélago associado ao primeiro filme é Petit Tabac, uma pequena ilha desabitada que integra o conjunto de Tobago Cays. O local serviu de cenário para a ilha onde Jack Sparrow e Elizabeth Swann ficam abandonados. O acesso é feito por barco, geralmente a partir de outras ilhas das Granadinas.
2. Dominica: rios, praias e paisagens de aventura


A ilha de Dominica recebeu parte das gravações de O Baú da Morte (2006) e No Fim do Mundo (2007). O território caribenho foi utilizado para representar a ilha fictícia de Pelegosto, também conhecida como Ilha dos Canibais, além de outros ambientes presentes nas histórias.
Entre os locais utilizados está o Indian River, próximo à cidade de Portsmouth. O rio aparece nas sequências em que Jack Sparrow, Will Turner e outros personagens seguem em direção à cabana de Tia Dalma. A vegetação que acompanha o curso d’água foi incorporada à ambientação do filme. O passeio pelo rio pode ser feito em embarcações conduzidas por guias locais.
Outro ponto é o Titou Gorge, um desfiladeiro com águas que passam entre formações rochosas, localizado na região de Laudat. O cenário foi utilizado em cenas de O Baú da Morte, incluindo sequências de fuga dos personagens. A área está próxima ao Parque Nacional Morne Trois Pitons, reconhecido pela presença de florestas, rios, cachoeiras e formações vulcânicas.
A produção também utilizou Hampstead Beach, praia de areia escura na região nordeste da ilha, e áreas próximas a Soufrière para representar ambientes da narrativa. Em No Fim do Mundo, Capuchin Point aparece nas sequências relacionadas à enseada dos Náufragos, enquanto Londonderry Bay foi utilizada em cenas envolvendo o Kraken.
3. Havaí: praias e paisagens de Kauai e Oahu


O Havaí entrou na rota de filmagens da franquia com Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011), quarto longa da série. Diferentemente dos primeiros filmes, que utilizaram principalmente localidades do Caribe, a produção escolheu as ilhas de Kauai e Oahu para gravar cenas em ambientes naturais e no mar.
Em Kauai, a equipe utilizou diferentes paisagens da ilha, incluindo a região de Honopu Beach, na costa de Na Pali. A praia é cercada por falésias e possui acesso restrito, sendo necessário considerar as condições de visitação e as regras locais antes de planejar o passeio.
A ilha também reúne cachoeiras, montanhas, áreas de vegetação tropical e trechos de litoral que aparecem na produção. Já Oahu recebeu gravações em terra e no mar. Parte das filmagens da embarcação Queen Anne’s Revenge, associada ao personagem Barba Negra, ocorreu nas águas da região.
As duas ilhas fazem parte do arquipélago havaiano, nos Estados Unidos, e oferecem atividades como trilhas, passeios de barco e visitas a praias. A escolha das localidades para o filme levou em consideração as características naturais de cada ilha, que ajudaram a compor os ambientes da aventura.
4. Porto Rico: paisagens utilizadas em Navegando em Águas Misteriosas


Porto Rico também integrou a produção do quarto filme da franquia. A ilha caribenha recebeu gravações de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, lançado em 2011, incluindo cenas em áreas costeiras.
Uma das localidades identificadas nos registros de filmagem é Fajardo, município localizado na costa leste de Porto Rico. A região é conhecida pelo acesso a ilhas e praias, além de passeios marítimos e atividades relacionadas ao turismo náutico.
O território porto-riquenho também possui atrações naturais, áreas históricas e estruturas construídas durante o período colonial espanhol. Entre os pontos de interesse estão o centro histórico de San Juan, com suas fortificações, ruas de paralelepípedos e construções históricas.
Embora nem todos esses atrativos tenham relação direta com as gravações, eles podem complementar um roteiro pela ilha para quem deseja conhecer a região que recebeu parte da equipe do longa.
5. Austrália: praias e estúdios de Queensland


O quinto filme, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017), teve suas gravações concentradas principalmente em Queensland, na Austrália. A produção utilizou instalações do Village Roadshow Studios, na região de Gold Coast, além de diferentes localidades do estado.
Entre os cenários externos está Whitehaven Beach, nas Ilhas Whitsunday. A praia fica na ilha de Whitsunday e é conhecida pela areia composta majoritariamente por sílica. Outra localidade utilizada foi Haslewood Island, também no arquipélago das Whitsundays, que aparece em uma sequência envolvendo um personagem que chega à praia.
A produção também passou por Cleveland Point, na região de Redlands, e The Spit, em Gold Coast. Mount Tamborine, área de interior próxima à região metropolitana de Gold Coast, também integrou as gravações.
O Village Roadshow Studios recebeu a construção de cenários e estruturas utilizadas nas sequências marítimas. Segundo a Screen Queensland, órgão estadual de apoio à produção audiovisual, o longa utilizou instalações do estúdio e diferentes localidades de Queensland.
Para os turistas, a região oferece praias, parques naturais, passeios de barco e atividades ao ar livre. As Ilhas Whitsunday, por exemplo, são um dos pontos de partida para conhecer a Grande Barreira de Corais, enquanto Gold Coast reúne praias, parques temáticos e infraestrutura hoteleira.
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