
O que você faria se ganhasse R$ 1 bilhão na Mega da Virada 2026? Comprar uma casa, trocar de carro ou garantir o futuro da família são algumas das possibilidades. Para quem gosta de viajar, a fortuna também permitiria realizar um projeto que está na lista de desejos de muitos turistas: dar a volta ao mundo, conhecer diferentes continentes e visitar alguns dos destinos mais conhecidos do turismo internacional.
As apostas para a Mega da Virada 2026 começaram nesta terça-feira (3), com prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão, segundo a Caixa Econômica Federal. Os jogos podem ser registrados até as 22h de 31 de dezembro, enquanto o sorteio está previsto para as 11h de 1º de janeiro de 2027. Na edição anterior, em 2025, seis apostas dividiram o prêmio de R$ 1,09 bilhão. Cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões.
Com uma quantia dessa dimensão, o planejamento de uma viagem poderia incluir desde passagens de volta ao mundo em classe executiva até expedições internacionais em aeronaves particulares, com hospedagens e atividades organizadas ao longo do percurso.
Quanto custa dar a volta ao mundo em classe executiva?
Uma das possibilidades é organizar um roteiro internacional com diferentes paradas, utilizando passagens aéreas comerciais. Empresas especializadas oferecem serviços de planejamento de viagens com múltiplos destinos, permitindo conectar cidades de diferentes continentes em um único itinerário.
A AirTreks, empresa especializada nesse tipo de viagem, divulgou um levantamento com os valores pagos por seus clientes em passagens de volta ao mundo em classe executiva ou primeira classe.
Segundo a companhia, a mediana foi de US$ 13,9 mil por pessoa, equivalente a aproximadamente R$ 76,3 mil, considerando reservas realizadas em 2025 e 2026. Metade dos passageiros pagou entre US$ 11,7 mil (R$ 64,2 mil) e US$ 15,4 mil (R$ 84,6 mil).
Os valores incluem impostos e taxas das passagens aéreas, mas não contemplam hospedagem, alimentação, seguro-viagem e passeios. Portanto, o orçamento total depende da duração da viagem e das escolhas feitas em cada destino.
A empresa também trabalha com itinerários personalizados, que podem combinar cidades como Tóquio, Seul, Singapura, Helsinque, Sydney e Auckland.
Quanto custa viajar pelo mundo em jato particular?
Para quem procura uma experiência mais exclusiva, existem empresas que organizam expedições internacionais em aeronaves particulares, com roteiros que passam por diferentes países em poucas semanas.
A Smithsonian Journeys oferece uma viagem chamada Around the World by Private Jet: A Classic Journey, com duração aproximada de 24 a 27 dias. O roteiro inclui destinos como Machu Picchu, no Peru, Ilha de Páscoa, no Chile, Taj Mahal, na Índia, e a região do Serengeti, na Tanzânia.
A experiência é realizada em um Airbus A321 adaptado para receber até 52 passageiros. Os preços publicados para as saídas de 2026 começam em US$ 160 mil por pessoa, aproximadamente R$ 878,7 mil, em acomodação dupla, conforme a data escolhida.
Outra empresa que comercializa esse tipo de experiência é a TCS World Travel. Em uma expedição programada para 28 de outubro a 21 de novembro de 2026, a companhia oferece uma viagem de 25 dias, com 11 destinos e tarifa de US$ 172 mil por pessoa, equivalente a aproximadamente R$ 944,6 mil, em ocupação dupla.
O itinerário começa e termina em Miami, nos Estados Unidos, e inclui paradas em Cusco e Machu Picchu, Ilha de Páscoa, Taiti, Grande Barreira de Corais, Angkor Wat, Taj Mahal, Serengeti, Luxor, Cairo e Marrakech.
A aeronave utilizada também é um Airbus A321, configurado com 52 assentos reclináveis. O pacote inclui hospedagens, refeições previstas no programa, transporte terrestre, passeios guiados e acompanhamento de uma equipe especializada.
Apesar de utilizarem aeronaves particulares, essas viagens não significam que o passageiro tenha um avião exclusivo à disposição. Os roteiros são comercializados para grupos de viajantes que compartilham a aeronave e os serviços durante a expedição.
Quais destinos conhecer em uma viagem de volta ao mundo?

Uma viagem internacional desse porte permite combinar atrações culturais, patrimônios históricos e paisagens naturais. Os roteiros comercializados pelas empresas especializadas mostram algumas das possibilidades para quem deseja atravessar diferentes continentes.
Entre os destinos que podem fazer parte de uma viagem estão:
- Machu Picchu, Peru: a antiga cidade inca fica na região de Cusco e é um dos principais pontos turísticos da América do Sul.
- Ilha de Páscoa, Chile: conhecida pelos moais, esculturas monumentais associadas à cultura do povo Rapa Nui.
- Taj Mahal, Índia: mausoléu construído em Agra e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
- Angkor Wat, Camboja: complexo arqueológico que reúne templos históricos e construções do antigo Império Khmer.
- Serengeti, Tanzânia: região conhecida pelos safáris e pela observação de animais selvagens.
- Grande Barreira de Corais, Austrália: um dos principais destinos de mergulho e turismo de natureza do mundo.
- Marrakech, Marrocos: cidade conhecida por seus mercados, construções históricas e proximidade com paisagens do deserto.
Alguns desses destinos já fazem parte dos roteiros comercializados pela Smithsonian Journeys e pela TCS World Travel. A escolha das paradas depende da duração da viagem, das conexões aéreas e dos serviços contratados.
Quanto do prêmio da Mega da Virada seria necessário para viajar?
Considerando os preços divulgados pelas empresas, uma expedição de volta ao mundo em jato particular pode custar entre US$ 160 mil (R$ 878,7 mil) e US$ 172 mil (R$ 944,6 mil) por pessoa, dependendo da operadora e do roteiro escolhido. Já uma passagem de volta ao mundo em classe executiva ou primeira classe apresenta mediana de US$ 13,9 mil (R$ 76,3 mil) por pessoa, segundo os dados da AirTreks.
A diferença entre as modalidades está nos serviços incluídos. Enquanto a passagem aérea permite organizar hospedagens e atividades separadamente, as expedições em jatos particulares oferecem um roteiro estruturado, com hotéis, refeições, transporte e experiências organizadas pela operadora.
Com o prêmio estimado em R$ 1 bilhão, o ganhador teria recursos para realizar diferentes viagens internacionais, alternando roteiros convencionais, cruzeiros, expedições e hospedagens de luxo. Mais do que uma única volta ao mundo, a fortuna permitiria conhecer diferentes regiões do planeta ao longo de vários anos, com liberdade para escolher destinos, duração das viagens e experiências.







