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A receita total ficou em R$ 396 milhões, ante R$ 284 milhões em 2019, um aumento de 39% (Divulgação)

O Grupo Leceres fechou o ano com resultados recordes após a pandemia e melhorias operacionais promovidas já sob nova gestão. Adquirido no final de 2020 pelo fundo Maastrich da RCap, o Grupo se apropriou da retomada do turismo. No Réveillon, por exemplo, atingiu a taxa de 92% de ocupação, alta de 9,5% frente ao período pré-pandemia e um faturamento 60% superior, com aumento de 48% no ticket médio.

No ano, o EBITDA foi o maior da história da companhia, atingindo a marca de R$ 42 milhões, revertendo um resultado negativo em 2021 e um aumento de 70% em relação a 2019, antes da pandemia. A receita total ficou em R$ 396 milhões, ante R$ 284 milhões em 2019, um aumento de 39%. Dentre os destaques de 2022 estão Wish Hotel e Resorts em Natal, primeiro colocado no ranking da TripAdvisor, e Marupiara em Porto de Galinhas.

“A missão dos novos sócios sempre foi tirar a Leceres da posição de uma empresa familiar para um grupo 100% profissional. Assumi o comando em 2022 e mantive esse foco. O resultado foi impactado positivamente pelo contexto macro, mas está ancorado nas mudanças feitas com novas lideranças, modelos comerciais com melhores precificações de acordo com a sazonalidade, ajuste de custos e metas ambiciosas. Avaliando os dados da Resorts Brasil, o crescimento dos nossos hotéis foi acima do mercado, tanto nos de praia como nos de campo e montanha”, conta Eduardo Malheiros, CEO do Grupo Leceres.

Planos para 2023

Para 2023, os planos são agressivos. “Esse ano temos como foco a melhoria adicional dos resultados, rentabilidade e planos bastante ambiciosos de expansão e não será apenas orgânico. Estamos mirando novas fusões e aquisições,” complementa Malheiros. A meta é atingir a marca de 25 hotéis no final do ano, um crescimento de 150% em toda a operação.

Só em janeiro há previsão de 80 mil hóspedes passando pelos hotéis, sendo 90% de brasileiros. Para os hotéis de lazer, há previsão de fechamento 20% acima de 2022, com excelente performance da região Nordeste (Natal e Porto de Galinhas), com ocupação média de 90%. O Sul do país, onde estão as unidades de Gramado e Foz do Iguaçu, já apresentam aumento na ocupação, com previsão de fechamento do ano 18% superior a 2022, chegando a 70% de ocupação, com um ticket médio 10% acima do ano anterior.

MAIOR TEMPO DE ESTADIA – Além disso, enquanto em 2022 os hóspedes ficavam no hotel em média 4,2 noites, esse ano a estada média muda para 5,2 noites, um incremento de 24% no período da viagem. Isso mostra a capacidade dos nossos hotéis de integrar as famílias em seus ambientes, seja pelo entretenimento seja pela gastronomia, que são pilares importantes para a geração de receita extra. O Grupo já observa um crescimento de 33% no ticket médio de consumo interno nas unidades.