
Santorini, uma das ilhas mais visitadas da Grécia, enfrenta uma série de tremores de terra desde domingo (4), levando milhares de pessoas a deixarem o local. Segundo a guarda costeira grega, mais de 4,6 mil passageiros embarcaram em balsas para sair da ilha, enquanto a Aegean Airlines transportou quase 1,3 mil pessoas na segunda-feira (5). A companhia aérea ainda programou oito voos adicionais para terça-feira, com capacidade para mais 1,4 mil passageiros.
O Instituto Geodinâmico do Observatório Nacional de Atenas registrou mais de 200 tremores no arquipélago das Cíclades nos últimos dias, sendo o mais forte de magnitude 4,9 na segunda-feira. O epicentro foi identificado entre Santorini e a ilha de Anafi. Na terça-feira, outro tremor de mesma magnitude foi registrado, acompanhado de abalos menores.
A atividade sísmica gerou preocupação entre moradores e visitantes, mas não houve relatos de danos ou feridos. O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis pediu calma à população. As escolas em Santorini e nas ilhas vizinhas de Anafi, Ios e Amorgos permanecerão fechadas até sexta-feira como medida preventiva.
Athanassios Ganas, diretor de pesquisa do Instituto de Geodinâmica, afirmou que nunca havia presenciado uma sequência de tremores como essa na região. “Esta é a primeira vez que vemos algo assim”, disse à TV estatal ERT. Apesar da atividade sísmica, um comitê de especialistas informou que não há indícios de relação com atividade vulcânica, já que o vulcão da ilha está inativo desde 1950.
Efthymios Lekkas, chefe da autoridade de planejamento e proteção contra terremotos da Grécia, declarou à Mega TV que a possibilidade de um terremoto mais forte, acima de magnitude 6,0, é improvável. “Os moradores de Santorini devem se sentir seguros. Não deve haver pânico”, afirmou.
Santorini recebeu cerca de 3,4 milhões de turistas em 2023. Agentes de viagens europeus informaram à AFP que, nesta época do ano, o número de visitantes estrangeiros na ilha é reduzido, com fluxo turístico maior esperado para a primavera.







