
O governo federal estima que o processo de fusão entre as companhias aéreas Gol e Azul seja finalizado em até 12 meses. A previsão foi feita pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta quinta-feira (6).
Costa Filho afirmou que “esse é o prazo definido pelo Cade. As companhias estão formalizando os documentos, e aguardamos as atualizações.” O ministro também mencionou que já houve encontros com os presidentes da Azul e da Gol, além do presidente da Latam.
Na próxima semana, o governo se reunirá com o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, para acompanhar o processo. “Caso a fusão aconteça, não vamos permitir aumentos nas passagens que impactem a população. O Cade precisa estar atento a isso”, destacou Costa Filho.
O ministro mencionou que, apesar do aumento do dólar no final de 2024, o custo das passagens aéreas teve uma redução de 5% no período. “A aviação brasileira está em crescimento, com as companhias comprando novos aviões, o que pode fortalecer a aviação regional no país.”
Entenda o processo de fusão
A Azul e a Abras, dona da Gol, assinaram no dia 15 de janeiro um memorando de entendimento para negociar a fusão das duas empresas. Caso se concretize, a nova companhia aérea terá 60% do mercado nacional de aviação.
A fusão depende da finalização da recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, prevista para abril de 2025. A nova empresa terá uma divisão de conselheiros entre a Abra, a holding que controla a Gol e a Avianca, e a Azul. O CEO da Azul, John Rodgerson, assumirá a liderança da nova empresa após a aprovação da fusão pelo Cade e pela ANAC.
As marcas Gol e Azul seguirão de forma independente, mas as companhias poderão compartilhar aeronaves e realizar voos em nome uma da outra, criando mais ligações entre grandes cidades e destinos regionais.







