
A hotelaria paulista registrou sinais mistos em janeiro de 2025, com queda na taxa de ocupação, mas aumento na diária média, segundo a 55ª edição da pesquisa mensal da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo). O levantamento apontou que a ocupação foi de 51,33%, uma retração de 7,78% em relação a dezembro de 2024, enquanto a diária média subiu 3,66%, atingindo R$ 497,89.
“Apesar da queda na ocupação em várias regiões, a valorização das diárias mostra que o setor está conseguindo manter a rentabilidade em alguns segmentos”, destaca Roberto Gracioso, vice-presidente da entidade e responsável pelo estudo.
O relatório também revelou que o RevPar (Receita por Apartamento Disponível) caiu 4,41% em relação a dezembro, ficando em R$ 255,57. Já no comparativo anual, os números foram mais positivos: tanto a ocupação quanto a diária média superaram os resultados de janeiro de 2024.
As regiões turísticas ligadas ao lazer, como Vale do Rio Grande, Circuito das Águas, Litoral Norte e Litoral Paulista, apresentaram os melhores desempenhos. Já áreas corporativas, como Capital Paulista e Vale do Paraíba – Serra, enfrentaram maior retração. “O lazer tem sustentado o mercado, enquanto o corporativo ainda sente os impactos das mudanças no modelo de trabalho”, avalia Gracioso.
Outro ponto de atenção é o aumento dos custos operacionais. A pesquisa indicou um crescimento na proporção de despesas em relação às receitas, chegando a 67,84% em janeiro. “Os hotéis estão enfrentando um achatamento de rentabilidade. Mesmo com diárias mais altas, os custos sobem em um ritmo preocupante”, alerta Marcos Vilasboas, presidente da ABIH-SP.
A associação também reforçou a importância da adaptação de unidades para portadores de mobilidade reduzida, em conformidade com o decreto 11.303. Segundo o levantamento, 91,18% dos hotéis afirmaram já ter acomodações acessíveis, mas o índice ainda precisa melhorar para atingir a recomendação legal.
A pesquisa, que contou com a participação de 86,67% dos municípios turísticos do estado, segue monitorando o desempenho do setor. Para fevereiro, a expectativa é de um aquecimento no segmento de lazer, enquanto o mercado corporativo deve permanecer em ritmo moderado.







