
A American Airlines anunciou nesta segunda-feira (29) o fim das negociações com a JetBlue Airways para a formação de uma nova parceria entre as companhias aéreas. A decisão ocorre após o colapso da Northeast Alliance (NEA), antiga aliança estratégica entre as duas empresas, considerada ilegal por ferir as leis antitruste dos Estados Unidos.
Em carta enviada aos funcionários, o vice-presidente da American Airlines, Steve Johnson, explicou que as empresas não conseguiram chegar a um acordo que mantivesse os benefícios esperados da parceria, nem que fizesse sentido do ponto de vista operacional ou financeiro.
Além do fim das conversas, a American Airlines entrou com uma ação judicial contra a JetBlue para buscar compensações financeiras relacionadas à dissolução da NEA. A companhia afirma que a parceira lhe deve mais de US$ 1 milhão, sem contar honorários advocatícios e outros custos legais. A ação foi protocolada em um tribunal do Texas.
A Northeast Alliance foi formada em julho de 2020 e recebeu aval do Departamento de Transportes dos EUA em janeiro de 2021, nos últimos dias do governo do ex-presidente Donald Trump. A aliança permitia que as duas empresas coordenassem voos e compartilhassem receitas, com o objetivo principal de fortalecer a presença da American Airlines no competitivo mercado de Nova York.
No entanto, após um julgamento sem júri realizado em maio de 2023, a Justiça concluiu que a parceria violava as leis federais de concorrência. A decisão foi mantida posteriormente por um tribunal de apelações.
Em fevereiro deste ano, a JetBlue ainda sinalizava interesse em estabelecer novas parcerias e afirmava estar disposta a investir mais recursos para viabilizar um acordo. Em resposta à ação movida pela American, a empresa declarou que tem colaborado com o processo de encerramento da NEA conforme exigido pela Justiça.
“Vamos analisar a queixa da American, mas, por se tratar de um litígio em andamento, não podemos comentar mais sobre o assunto neste momento”, informou a companhia em comunicado.
*Com informações da Reuters.







