
A Embratur renovou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Copa Airlines nesta terça-feira (6), reforçando a estratégia de ampliar a malha aérea e intensificar ações de promoção do Brasil no exterior. O objetivo é claro: atrair mais turistas e fortalecer a presença do país entre os principais destinos internacionais.
Atualmente, a Copa Airlines é a segunda companhia com maior número de voos no Brasil, conectando sete capitais brasileiras ao continente americano com apenas uma escala via Panamá. Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o momento não poderia ser mais oportuno. “Estamos vivendo um momento muito positivo no Brasil, batendo recordes na chegada de turistas estrangeiros. Por isso, acredito que a Copa possa compreender e nos acompanhar nessa evolução. O turista europeu já vem com frequência, mas também podemos incentivar os latino-americanos e norte-americanos a explorarem nossos destinos”, ressaltou.
A companhia panamenha, com sede na Cidade do Panamá, opera com uma média de 370 voos diários para 85 destinos em 32 países. Para Raphael de Lucca, gerente comercial da Copa no Brasil, o país é peça-chave na estratégia de crescimento da aérea. “Muita gente pensa que a Copa voa apenas para o Panamá, mas não é o caso. O Panamá é o nosso centro de conexões, mas atuamos em diversas metrópoles das Américas, incluindo Estados Unidos, México e Guatemala. Além disso, registramos um crescimento anual de 8% no número de passageiros. Com isso, podemos passar dos atuais 17 milhões para mais de 25 milhões nos próximos cinco anos, sendo o Brasil um eixo fundamental desse desenvolvimento”, afirmou.
Hoje, a Copa voa direto de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre e Florianópolis. Mas o plano é ir além. Segundo Freixo, existe um esforço da Embratur para levar os visitantes a outros destinos nacionais. “O Brasil ainda é muito associado ao Rio de Janeiro, mas vai muito além disso. Temos trabalhado para atrair turistas também para outras localidades, como o Nordeste. Companhias aéreas europeias já estão operando voos diretos para essa região. Na Bahia, por exemplo, o Afroturismo tem grande relevância, especialmente para o mercado norte-americano. Esse é um caminho promissor”, afirmou.
O novo ACT contempla ações institucionais, campanhas de marketing, iniciativas de ESG e estímulo à criação de oportunidades de negócios nos destinos turísticos brasileiros. A expectativa é que a parceria sirva como alavanca para novos fluxos e conexões, favorecendo tanto o turismo de lazer quanto o de negócios.







